"Essa vai ser a única pergunta que vou responder sobre o episódio". De forma clara e direta, D'Alessandro abriu a coletiva de imprensa dessa quinta-feira (02), quando falou em nome do grupo de jogadores, disposto a não se prolongar sobre o fato que marcou a partida em que o Inter venceu o Ypiranga por 1x0 e garantiu a liderança do Gauchão.

Na metade do segundo tempo, depois de demorar a concluir uma jogada de contra-golpe, o lateral Fabrício ouviu das arquibancadas vaias pesadas em reprovação à jogada. Em represália, desistiu do lance. Como se não bastasse, fez gestos obscenos para a torcida, foi expulso pelo árbitro, atirou a camisa do clube no chão e saiu de campo dizendo que não mais jogaria pelo Inter.

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"Não quero me alongar muito até porque nem tenho tanto o que falar. Não há como justificar o que aconteceu. Ele tomou uma ação que foi errada. Foi infeliz. Ele é experiente, rodado, tem consciência sobre o que fez. Sabemos da personalidade dele, do caráter dele. Já deu muito para o clube, o clube também já deu por ele. Chega no horário, não incomoda, não atrasa. O que posso dizer é que vamos fazer de tudo para que ele fique. É algo que depende da diretoria do clube, mas gostaríamos que ele seguisse", salientou o capitão e camisa 10 do colorado.

D'Alessandro conversou com alguns torcedores que estavam nas primeiras fileiras do setor próximo ao ocorrido. "Fui lá pedir calma. Tem uma parte da torcida que tem responsabilidade nisso. Já pedi várias vezes para não vaiar durante os 90 minutos.

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A gente precisa muito deles, que eles nos apoiem. Temos que respeitar a torcida, que tem direitos, mas precisávamos de uma energia para alcançar a vitória", frisou o meia argentino.

Surtado

Episódios como o dessa quarta-feira são recorrentes na carreira de Fabrício. Somente pelo Inter, onde chegou em 2011, ele acumula casos de indisciplina. Em 2012, após marcar um belo gol diante do Flamengo, no Rio, discutiu com o treinador colorado Dorival Júnior. No ano seguinte, depois de uma derrota em Goiânia para o Goiás, bateu boca com o centroavante Rafael Moura no vestiário. Para completar, em 2014, no final da partida contra o Palmeiras no Beira-Rio, o jogador se descontrolou ao discutir com o meia rival Bruno César, foi expulso e teve que ser retirado de campo pelo então treinador colorado Abel Braga.

Em rápida entrevista concedida ao término da partida de ontem, o presidente do Inter, Vitório Píffero, afirmou que a decisão do clube a respeito desse episódio será conhecida apenas na segunda-feira, após a Páscoa. Píffero não descartou uma rescisão contratual. No Rio Grande do Sul, o sentimento é de que o jogador não vestirá mais a camisa do clube. #Futebol #Jogos