Nascido em Carazinho, cidade de cerca de 60.000 habitantes do interior do Rio Grande do Sul, Adriano Guerra Strack sempre teve um sonho na vida: ser jogador de #Futebol. Assim como muitos outros meninos que lutam por um lugar ao sol nos gramados de todo o Brasil, o jogador de 23 anos, desde muito jovem, sempre soube que a tarefa não seria fácil, mesmo com todo o apoio de familiares e amigos.

Aos 10 anos de idade, Adriano começou a correr em busca do seu sonho, e, pela primeira vez, saiu de casa pra ir jogar no Juventude de Caxias do Sul, e logo de cara, já impressionou a todos, principalmente aos agentes e "olheiros", com seu futebol alegre e ofensivo.

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Não demorou muito, já estava nos gramados da Chapecoense, clube de Santa Catarina, onde seu futebol de ponta já dava dicas de que o rapaz alçaria grandes voos.

O jogador de meio-campo concedeu uma entrevista, falando um pouco de sua trajetória e como veio parar aqui num dos times de futebol da Croácia, o NK Dugopolje.

Debora KatunaricVocê já tinha ouvido falar sobre a Croácia e o clube NK Dogopolje antes de vir parar aqui?

Adriano Strack - Sim, já tinha ouvido falar do país e da cidade de Split, desde os tempos em que atuei pelo futebol bósnio, no ano passado, porém nunca tinha ouvido falar sobre o clube em que hoje jogo. E logo me encantei pela cidade, pelas pessoas e a estrutura oferecida pelo clube, principalmente pela competência do diretor Jure Bosancic, e de todo o apoio que recebo de meus companheiros de equipe.

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Debora Katunaric - Como se deu a escolha do clube da Croácia? Como você veio parar aqui? 

Adriano Strack - Bem, minha primeira oportunidade de jogar por um clube europeu se deu através de um empresário que me contactou com o NK Travnik, equipe da primeira divisão da Bósnia, país vizinho à Croácia. Joguei por um ano (2014) pelo clube que, de certa forma, me revelou para o futebol croata, e, graças ao meu futebol e apoio da fanática torcida Gerilla, recebi a proposta de defender o clube croata nessa temporada.

Debora Katunaric - Me diz o que você acha do futebol croata, e se existe muita diferença com o futebol brasileiro

Adriano Strack - Olha, aqui na Croácia, como na Bósnia, eu apanho demais! O futebol do Brasil é jogado mais na técnica, no passe de bola, enquanto que aqui nos Balcãs, a "pegada" é bem maior.

Debora Katunaric - E do que você sente mais falta do Brasil, depois de alguns anos longe da terrinha?

Adriano Strack - O que eu mais tenho estranhado é a língua, que não tem nada a ver com a língua portuguesa, mas eu estou procurando aprender expressões básicas e uso muitos gestos também!! Agora, em relação a saudades da família e amigos, sempre rola saudades, mas eu tento falar com eles sempre que posso, e sei que no fundo estão torcendo por mim.