#Corinthians e Palmeiras se enfrentam no próximo domingo pelas semifinais do Paulistão 2015. Confira cinco confrontos eliminatórios em que o Timão levou a melhor sobre o seu maior rival na competição.

Sócrates decide para o Timão

Em 1983, a Democracia Corintiana estava a todo o vapor. Com ídolos como: Casagrande, Zenon, Vladimir e Biro-Biro, a equipe lutava por uma vaga na final, após empate por 1x1 na primeira partida. Antes da bola rolar, uma situação inusitada: com vários problemas no trânsito, inclusive, a quebra do ônibus que os conduzia, os alvinegros entraram no Estádio do Morumbi às pressas - protegidos por um cordão de segurança - para evitar a derrota por W.O. Dentro de campo, o Doutor Sócrates garantiu a festa, marcando o gol da vitória, logo aos 22 minutos da etapa inicial.

Festa no interior e a hegemonia do futebol paulista

Corinthians e Palmeiras chegaram à final de 1995 com vinte títulos paulistas cada. Embalado pela inédita conquista da Copa do Brasil semanas antes, o Timão chegou a Ribeirão Preto com a melhor campanha, jogando pela vantagem do empate no tempo normal e na prorrogação. Nos 90 minutos, o resultado da primeira partida se repetiu: o Palmeiras saiu na frente com Nilson, mas sofreu o empate logo depois com um golaço de falta de Marcelinho.

Na prorrogação, quando a Fiel Torcida já comemorava o título, veio o tiro de misericórdia: após uma cobrança de falta despretensiosa de Célio Silva a bola chegou até Elivelton, que encheu o pé para escrever seu nome na história alvinegra.

Embaixadinhas e o auge da rivalidade

A final do Paulistão de 1999 representou o ápice da rivalidade entre os dois clubes, após duas batalhas pela Libertadores. Na primeira partida, o Corinthians aproveitou o desgaste do adversário e abriu uma expressiva vantagem de três gols. No jogo decisivo, o Timão abriu o placar com Marcelinho, mas levou a virada ainda no primeiro tempo, com Evair marcando duas vezes.

Ainda assim, o Corinthians manteve o controle da situação e o gol de Edílson, aos 29 minutos da etapa final, praticamente decidiu a partida. Foi quando o Capetinha resolveu fazer embaixadinhas perto da lateral do campo e provocou uma briga generalizada e o encerramento precoce do jogo, com a confirmação do 23º título paulista do Timão.

Em 2003, favoritismo confirmado

No gramado do Morumbi, duas realidades distintas: o Corinthians lutava para chegar à sua quarta decisão em menos de uma ano, enquanto o Palmeiras tentava juntar os cacos após o inédito rebaixamento para a Série B em 2002. Bastaram apenas 45 minutos para o Timão mostrar sua força, abrindo 4x1 - com destaque para a atuação do "legislador" Gil. Na etapa final, o alviverde diminuiria o placar, sem ameaçar mais uma festa corintiana.

"Quem chuta o vento colhe eliminação"

O Pacaembu foi o palco do último confronto decisivo entre as duas equipes. O Corinthians buscava se reerguer, após a precoce eliminação da Taça Libertadores, além de enfrentar a pressão da torcida adversária, já que o mando de campo era palmeirense. O Palmeiras saiu na frente com Thiago Heleno, mas Willian empatou para o Timão.

Os lances mais marcantes da partida, entretanto, foram o "chute no vácuo" de Valdívia que lhe custou uma lesão muscular - para deleite da Fiel Torcida - e os famosos gritos de "fala muito" de Tite para Felipão, que acabaria expulso. Com a igualdade, a partida foi para os pênaltis, consagrando o goleiro Júlio César, que garantiu a classificação alvinegra, ao defender a cobrança de João Vítor. #Futebol