O dia era 12 de abril de 2000. Lazio e Internazionale decidiam a Copa da Itália. Os olhos de todo o mundo esportivo estavam voltados para o Estádio Olímpico de Roma. Afastado dos gramados em virtude de uma ruptura no joelho direito, Ronaldo Fenômeno - na época já eleito por duas vezes o melhor jogador do mundo pela FIFA - parecia pronto para voltar a fazer o que o tornava diferenciado e admirado em todo o planeta. A partida ficaria marcada não pelo resultado final, que deu à Lazio a terceira Copa da Itália de sua história, mas pelo lance fatídico que aconteceria aos 20 minutos do segundo tempo.

Ronaldo aguardara com ansiedade seu retorno. Na semana seguinte ao nascimento de seu filho Ronald, o jogador estava disposto a iniciar uma nova etapa em sua trajetória. Aos 14 minutos do segundo tempo, com a missão de ajudar a Internazionale a reverter o placar (que naquela altura já apontava a vantagem de 2x1 para a Lazio, que permaneceria até o apito final), Ronaldo entrou em campo no lugar do romeno Mutu. Enquanto esteve em campo, participou de quatro jogadas: dois passes simples, uma jogada individual parada com falta e o lance fatídico, quando tentou uma finta e caiu sem ser tocado por nenhum de seus marcadores.

As câmeras registraram o impressionante momento em que acontecia a ruptura total dos ligamentos do joelho direito, que causou preocupação imediata nos jogadores das duas equipes. Sob o olhar perplexo de todos, o craque deixava o gramado de maca, debaixo de muitas lágrimas. No dia seguinte, Ronaldo seria levado para Paris, submetendo-se a uma cirurgia de duas horas no joelho para a reconstituição do ligamento da patela. A recuperação, estimada inicialmente em seis meses, levaria mais de um ano.

Após a contusão, que parecia decretar o fim precoce de uma das carreiras mais brilhantes do #Futebol mundial nas últimas décadas, Ronaldo se tornaria um exemplo de superação. O ano de 2002 marcaria a grande volta por cima do atleta, campeão e artilheiro da Copa do Mundo pelo Brasil e eleito pela terceira vez o melhor jogador do mundo naquele ano.

Embora tenha sofrido outras contusões e alguns problemas de peso ao longo dos anos, o jogador atuou até o ano de 2011, defendendo Real Madrid, Milan e encerrando a carreira no Corinthians. Até a última Copa do Mundo, ostentava o título de maior goleador da história da competição, com 15 gols. A contusão na partida contra a Lazio ficaria marcada por uma das imagens mais impressionantes da história do futebol mundial.