Aquilo que parecia questão de tempo enfim aconteceu: o técnico Muricy Ramalho não está mais à frente do comando do São Paulo. O tricolor paulista perdeu para o Botafogo de Ribeirão Preto no último domingo e o clima interno ficou insustentável.

Recapitulando os últimos passos de Muricy no tricolor, podemos citar as duas derrotas sofridas para o Corinthians, o desempenho razoável nos jogos do Paulistão, a campanha irregular na Libertadores da América e a goleada sofrida diante do Palmeiras, que culminou na primeira possibilidade real de saída do treinador, mas a saída o convenceu de não deixar o cargo.

Acontece que pouca coisa mudou desde a derrota no último clássico paulista, o tricolor venceu um jogo fácil diante do Linense e perdeu para San Lorenzo e o Botafogo.

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O importante mesmo é que dentro de campo não houve mudança de postura, não houve melhora no desempenho e o ambiente ficou insustentável.

O fato é que a situação no São Paulo chegou a um nível alarmante de desorganização e confusão. De um lado a diretoria tricolor falava, sem titubear, que Muricy tinha todo o respaldo do mundo. Os jogadores passam a mensagem de que a culpa dos problemas estava dentro de campo, que eles não estavam conseguindo render aquilo que se espera dele. Por fim o treinador buscava, ainda que sem sucesso, uma motivação para se superar, deixar os problemas de saúde de lado, e continuar no cargo.

O torcedor precisa entender que a situação ultrapassou todos os limites e Muricy talvez seja um dos que menos tem culpa pelo momento turbulento. Talvez seus erros sejam na escolha de alguns reforços, como Bruno e Carlinhos que ainda não jogaram nada, e algumas insistências técnicas/táticas na hora de montar o time que iria para campo.

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Os bastidores do #Futebol, nos dias de hoje, viraram uma verdadeira bagunça. Apurar quais as informações são realmente verdadeiras é uma tarefa muito difícil. Fala-se uma coisa no microfone de frente para as câmeras, mas na surdina dirigentes, diretores, jogadores agem de uma maneira diferente. Muito se diz pela mídia que os problemas entre a diretoria do São Paulo e o conselho/sócios estão cada vez piores.

O vice-presidente de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro, já disse que Milton Cruz deve assumir interinamente por três ou quatro jogos. É fundamental que o tricolor aproveite esses dias para resolver todos os problemas e aparar todas as arestas para que o ambiente esteja pacífico quando o novo treinador assumir, independente do nome, a equipe e os mesmos erros não sejam cometidos.