Quando o goleiro Magrão alegou não ter mais condições de seguir no jogo após dores no ombro, no último domingo, contra o Flamengo, no Maracanã, o Sport não teve outra alternativa. Sem mais substituições a fazer, teve de mandar um dos jogadores de linha para o gol. O escolhido foi o meia Diego Souza que, mais cedo, havia feito um gol de pênalti na partida. O camisa 87 virou camisa 1. Foi pouco exigido, é verdade: foi vencido por um chute indefensável de Éverton no ângulo e fez uma boa intervenção em um cruzamento do lado direito de ataque. Diego não puxou a fila, apenas a aumentou. Abaixo, outros cinco casos emblemáticos do #Futebol recente em que os goleiros vieram da linha.

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Rafael Moura - Em uma noite trágica para os colorados, o final dela veio com requintes de crueldade. Com inapeláveis 4x0 contra no placar, para a modesta e novata na Série A Chapecoense, o zagueiro Ernando atrasou mal uma bola para Dida, que não teve outra saída a não ser cometer pênalti e tomar o cartão vermelho. Então treinador colorado no brasileirão de 2014, Abel Braga já havia feito as três trocas e sobrou para o centroavante Rafael Moura vestir as luvas e tentar defender a penalidade. Que nada. Camilo bateu no canto e Heman sequer conseguiu pular na bola. No restante do jogo, não fez outras intervenções.

Felipe Melo - O pitbull virou heroi. No campeonato turco de 2012, Felipe Melo, ao menos por uma rodada, foi o salvador da pátria que não conseguiu ser na Copa de 2010.

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No último lance da partida entre Galatasaray, o seu time, e Elazigspor, o volante virou goleiro depois do arqueiro uruguaio Fernando Muslera ser expulso ao comenter pênalti aos 44 minutos do segundo tempo. Como o placar estava apenas 1x0 para o Gala, era a chance dos visitantes empatarem a partida. Só que Felipe pulou no canto certo e defendeu a cobrança. Eufóricos, os companheiros de time esqueceram a bola e foram direto comemorar com o novo goleiro. Final de jogo e liderança para o Galatasaray. E, claro, comemoração ao melhor estilo pitbull do volante brasileiro.

Edmundo - No melancólico ano do primeiro rebaixamento do Vasco, um dos grandes ídolos da história do clube teve de se sujeitar a ir para o gol tentar um milagre. Na reta final do brasileirão de 2008, o Vasco recebia o Cruzeiro em São Januário e aos 31 minutos do segundo tempo o goleiro Tiago foi expulso quando os mineiros já venciam por 2x1. O Animal chegou a fazer duas belas defesas, mas acabou tomando o terceiro gol. Em reconhecimento ao esforço, Edmundo teve o nome gritado pelos torcedores vascaínos após o término da partida.

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Fábio Bilica - O Grêmio tentou de tudo, mas não evitou o rebaixamento no campeonato brasileiro de 2004. Em um duelo histórico contra o Palmeiras, disputado no estádio Bento Freitas, em Pelotas, o tricolor precisava desesperadamente dos três pontos para ganhar algum respiro na tabela. O primeiro tempo foi animador: com bom futebol, os gaúchos abriram 2x0 no placar e foram para o intervalo com uma ótima vantagem. Mas o Palmeiras mostrou força. Logo no início da segunda etapa descontou e chegou ao empate aos 36 minutos, em gol marcado por Thiago Gentil. Márcio, o goleiro gremista, abusou das reclamações e foi expulso. Com isso, o zagueiro Fábio Bilica foi improvisado no gol. Bilica chegou a fazer boas intervenções, mas no último minuto de jogo não conseguiu evitar o gol de Ricardinho, 3x2 Palmeiras.

Harry Kane - Como criticar? Uma das maiores revelações da atual temporada europeia, o atacante inglês Harry Kane do Tottenham viveu os dois lados da moeda em uma partida da Liga #Europa, contra o modesto Asteras Tripolis, da Grécia. Como atacante, só não fez chover na partida. Em ótima atuação, fez três gols e ajudou o time a fazer 5x1 no adversário. Poderia ter terminado assim que estava tudo bem. No final do jogo, o goleiro Lloris cometeu uma falta na entrada da área e foi expulso. Kane foi para o gol. Na mesma falta, engoliu um frangaço. Estava com crédito... #Entretenimento