A fraquíssima atuação no sábado combinada com derrota por 2x0 com direito a gol contra inacreditável diante do Coritiba, no Paraná, foi o ponto final da trajetória de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, no comando do #Grêmio. Comandante nas principais glórias do time na década de 90, o treinador rodou o mundo antes de voltar ao clube em julho do ano passado, quando, à pedido do eterno amigo e então presidente tricolor Fábio Koff, conduziu o time em boa parte do brasileirão.

Fora da Libertadores desse ano, Felipão não conseguiu dar um padrão de jogo a equipe na atual temporada, que muito mudou com relação ao ano anterior, já sem jogadores de qualidade como Barcos, Dudu e Zé Roberto.

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Com menos qualidade técnica, o time sucumbiu no estadual ao perder para o Inter na final e iniciou o brasileirão empatando em casa contra a Ponte Preta e perdendo fora para o Coritiba.

Quando as primeiras críticas ao trabalho começaram a surgir, como visto no desembarque dos atletas no aeroporto na vinda do Paraná, o treinador entregou o cargo. Em nota oficial, ele descartou haver problemas no vestiário, mas admitiu que atualmente vê o clube dividido.

"Tenho um relacionamento normal com o presidente Romildo e com os outros dirigentes. Com o doutor Fábio Koff, todos sabem, era diferente. Tínhamos uma sintonia maior. É normal que agora o Romildo como presidente tenha as suas ideias e possa colocá-las em prática. E senti que tinha ruído, tinha facções dentro do clube e muita divisão no sentido de pensamento", diz um trecho da nota.

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Cristóvão Borges como alternativa

Bastou a notícia da saída de Felipão do Grêmio se tornar pública, isso já no final da manhã desta terça-feira (19), que um novo nome surgiu com muita força para sucedê-lo. O ex-técnico de Vasco e Fluminense, Cristóvão Borges, seria o preferido da direção gremista para o cargo, seguindo a conduta financeira que o clube segue desde o início do ano, apostando em nomes mais baratos.

A ideia gremista é anunciar o novo nome ainda essa semana. Entretanto, para a partida de sábado às 21h, contra o Figueirense, na Arena, quem deve comandar do time é James Freitas, treinador das categorias de base do clube. Na tarde desta terça, Freitas comandou o primeiro treino junto aos atletas do profissional no Centro de Treinamento Luiz Carvalho.

"Quando se opta por uma política de transição como estamos fazendo, corre-se um risco grande. Vamos ver, se for um treinador gaúcho ele terá de dar uma resposta. Se for um de fora, igual", avaliou o presidente Romildo Bolzan Jr, quando perguntado sobre uma suposta preferência por treinadores do Rio Grande do Sul. Bolzan descartou ainda o retorno de Kléber Gladiador e Edinho ao grupo. #Futebol