Desde que assumiu a presidência do #Botafogo, Carlos Eduardo Pereira traçou um objetivo: Jefferson seria a "pedra fundamental" do elenco formado para a temporada de 2015. Tanto ele como o técnico René Simões sabiam da importância que o goleiro teria dentro e fora de campo. Os números provam: até agora foram 13 jogos do camisa 1 alvinegro e em apenas uma vez o time de General Severiano não saiu com a vitória (na primeira semifinal contra o Fluminense - 3 a 1). Dos 39 pontos disputados a equipe conquistou 31; um aproveitamento de 79,5%. No ano passado o Joinville foi campeão da Série B com 61,5% de pontos conquistados.

Fora de campo o goleiro é ídolo, capitão e principal referência de um elenco com muitos jogadores jovens ou que buscam a afirmação no cenário nacional e não foge à responsabilidade.

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Em entrevistas recentes Jefferson revelou que orientava os atletas que chegavam sobre a história de um dos 12 maiores clubes do século XX (segundo a Fifa) e sobre a responsabilidade de vestir a camisa alvinegra. René Simões foi outros que diversas vezes ressaltou o papel fundamental desempenhado pelo goleiro dentro do elenco. Inclusive alguns dos atletas afirmaram, em suas apresentações, que só vieram para o Botafogo após conversas o camisa 1, que avalizou o discurso da diretoria em formar uma equipe com brio e capacidade de ser resgatar as tradições do clube.

Motivos para ficar na galeria de ídolos alvinegra? Nada deixaria Jefferson mais feliz. Pelo menos foi o que ele próprio afirmou em uma entrevista recente. Segundo suas palavras nada o deixaria mais feliz do que se sentir reconhecido pelo clube da estrela solitária; poder levar filhas e netos ao estádio Nilton Santos para mostrar sua foto estampada nas paredes da casa alvinegra.

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O reconhecimento, recebido tanto da diretoria quanto da torcida, foi inclusive um dos principais motivos que o fizeram abraçar o projeto de retorno à Série A e também estender seu contrato até o fim de 2017.

Jefferson no Botafogo

Coincidências à parte, Jefferson chegou ao clube em 2003 - ano em que o clube disputou a segunda divisão - e foi o goleiro reserva de Max. No ano seguinte assumiu a titularidade e se destacou, apesar da campanha irregular do time. Saiu em 2005 para o Trabzonspor (TUR) e só voltou em 2009, quando novamente o clube corria risco de rebaixamento.

Após boas atuações, o contrato que era de apenas 4 meses foi renovado. Em 2010, um dos momentos que mais são lembrados pelos torcedores: a defesa do pênalti de Adriano na campanha que culminou com o título estadual. Foi novamente campeão em 2013 e disputou a Copa do Mundo de 2014, como reserva de Júlio César. Entre idas e vindas já foram mais de 380 partidas pelo clube da estrela solitária, número que promete aumentar até 2017, quando se encerra seu atual contrato. #Futebol #Resenha Esportiva