Nas últimas aparições públicas do famoso baixinho, não se viu um sorriso de vitória. Em seu rosto se espalhou uma tensão, que contraiu a face do senador Romário, que vem lutando pela implantação de uma CPI sobre a CBF.

Recentemente, pudemos observar o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, ordenar a retirada do nome de José Maria Marin do prédio da instituição, como se o fato de Del Nero ter sido o vice-presidente na gestão de Marin não tivesse nenhuma importância.

Alguns aferram-se aos seus cargos, por não quererem largar uma boquinha difícil de ser conseguida em qualquer outro lugar do mundo, vasto mundo.

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Mas parece que as cobranças finalmente tiveram um final feliz e um de seus paladinos, o atacante tetracampeão, vê satisfeito o Senado indicar os membros da CPI da CBF - Confederação Brasileira de #Futebol.

A expectativa que rondou na semana que passou no senado confirmou-se esta segunda-feira, primeiro dia do mês de junho. Foram indicados os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito. Cinquenta senadores assinaram o que pode vir a representar a moralização do futebol em nosso país.

Eram necessárias apenas 27 assinaturas para a formalização do pedido, o que foi mais um gol do atacante. As assinaturas foram conseguidas em duas horas. Parece que a turma quer mostrar serviço, depois de tantos anos de conivência e tráfego de influência.

Se você não sabia para o que esta comissão foi eleita, saberá agora.

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Ela pretende investigar e quem sabe mandar mais alguém para a Papuda (presídio que alcança fama, devido a servir de prisão a crimes do colarinho branco, antes nunca punidos neste país), ao descobrir (o que é quase uma certeza) novas bandalheiras nos contratos para realização de partidas e campeonatos organizados pela CBF. Entre eles estão incluídos os contratos negociados para a copa das confederações e a copa mundial. Parece que a vergonha não irá se limitar aos campos e poderá atingir as esferas administrativas.

Há pessoas torcendo (em silêncio) para que o atual técnico da seleção não sobreviva ao maremoto que se aproxima. Quem sabe o Gallo volte e a gente acabe, finalmente, sendo campeão olímpico de futebol, que tantas vezes ficou perto, escapando nos minutos finais.

Muitos alertavam, mas o tráfego de influência acabava com todas as tentativas de verificação das irregularidades, enquanto Marin e companhia viajavam pelo mundo, às custas do dinheiro do erário público.

O baixinho irá investigar as denúncias. Ele espera ser nomeado relator do processo, o que recompensaria seu trabalho. Enquanto isso Marin desfruta das delícias de uma prisão Suíça, que segundo alguns, é no mesmo nível que um hotel três estrelas, com toda uma série de regalias. Do outro lado o atual dirigente da CBF procura defender o indefensável. Logo ele deverá cair.