Um dos rubro-negros mais queridos e com passagens marcantes no Flamengo faleceu aos 77 anos, nesta segunda-feira, vítima de insuficiência cardíaca. Luís Carlos Nunes da Silva, o "Carlinhos", apelidado também de "Violino", pela clássica forma e elegância com que jogava e conduzia a bola, foi um dos técnicos mais queridos pelos jogadores em suas passagens. Conseguiu ganhar títulos nacionais pelo clube da Gávea nos anos de 1987 e 1992, em momentos que o #Flamengo vivia jejuns de Taças em nível nacional. Com sua fala mansa e inteligência estratégica, armou equipes sensacionais. No primeiro título ainda tinha Zico, e no segundo contou com a ajuda do Maestro Júnior, que fechou sua carreira com chave de ouro.

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Falando em Zico, quando Carlinhos era jogador, em sua última partida em 1970 cumpriu um ritual que havia acontecido com ele em 1954. Na despedida de Biguá, defensor rubro-negro, este lhe deu de presente seu par de chuteiras. Com Zico, então um juvenil franzino, mas promissor, Carlinhos repetiu o ritual. Zico fez o mesmo com um jovem chamado "Pintinho", ao se despedir, mas o menino não vingou.

Nos anos 60 Carlinhos formara um meio de campo dos sonhos, com Gérson, o Canhotinha de Ouro, e com Nelsinho, sagrando-se vencedor do Campeonato Carioca nos anos de 1963 e 1965, em times que ainda contava com craques como Almir Pernambuquinho, Paulo Henrique e Silva, o Batuta.

Para quem viu Carlinhos atuar, deve achar inexplicável o meia não ter sido convocado para as Copas de 1962 e 1966, mesmo com a entressafra maravilhosa de jogadores brasileiros nos anos 60.

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O Violino disputou apenas uma partida com a camisa canarinho, um amistoso no ano de 1964 contra a Seleção de Portugal.

Na carreira de técnico, dirigiu o Flamengo por sete vezes, conseguindo o quarto título nacional pelo clube em 1987, com a equipe rubro-negra recheada de craques e também o quinto nacional, em 1992, fazendo do Flamengo campeão num ano em que o favorito era o Botafogo.

Craques que participaram desta campanha, como Zico, Júnior e Renato Gaúcho homenagearam publicamente seu técnico.

Na última vez em que dirigiu o Flamengo, entre maio e outubro de 2000, conquistou a Taça Rio e logo depois o bicampeonato estadual.

Na sua vitoriosa e brilhante carreira como profissional, disputou 880 partidas: 517 como jogador e 313 como técnico.

Em 12 de fevereiro de 2011, Carlinhos foi homenageado pelo Flamengo, com a inauguração de um busto e uma praça na sede social do Clube, no bairro da Gávea. Uma homenagem à altura de quem, com simplicidade, amor e carinho ao Flamengo, conseguiu fazer história no clube Mais Querido do Brasil. #Futebol #Resenha Esportiva