Uma casa que pertenceu à Mané Garrincha, e lhe foi concedida pela América Fabril como presente pela conquista da Copa do Mundo de 1958, está com a venda anunciada pela neta do jogador, Alexsandra dos Santos. Os primeiros habitantes da residência foram a então esposa Nair Marques, já falecida, e as filhas do casal, que foram sete no total. É uma casa de esquina, na Rua Demócrito Seabra e, simbolicamente, tem o número 7, que Garrincha levava às costas por toda sua carreira e tornou-se um símbolo por este fato.

Na época, a América Fabril dera apenas as chaves simbólicas do imóvel, mas a escritura não veio junto.

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O jogador foi funcionário da extinta fábrica de tecidos muito antes de se tornar o famoso atacante do #Botafogo, e apesar das inúmeras faltas e desinteresse pelo emprego, o jovem Manuel era protegido pelos dirigentes, pelo #Futebol fora de série que já apresentava, jogando pelo time da América Fabril.

Quando foi realizado o divórcio com a esposa Nair, Garrincha vivia um romance com a cantora Elza Soares, que começara na Copa de 1962, no Chile. O também falecido advogado de Nair, o Dr. Dirceu Rodrigues Mendes, trabalhara para ela e praticamente tomou todo o patrimônio que o jogador possuía na época. Apenas em 1973, quando houve o "Jogo da Gratidão", com a renda revertida para Garrincha (cerca de 200 mil dólares da época, ele pode dar imóveis às suas "filhas oficiais", como se fosse uma herança antecipada.

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O Jogo da Gratidão foi realizado em 19 de dezembro de 1973, simbolizando a despedida de Garrincha na Seleção Brasileira, que jogara contra um combinado de jogadores estrangeiros que atuavam no Brasil, como o goleiro vascaíno Andrada, o atacante rubro-negro Doval e o zagueiro do América-RJ Alex, alemão de nascimento, naturalizado brasileiro.

Alecxandra é filha de Edenir, já falecida, que fora a segunda das oito filhas que Garrincha tivera com Nair. Como o sonho de Alecxandra seria fazer uma espécie de museu homenageando o avô, e para isso seria necessário levantar uma alta quantia da qual ela não dispõe no momento, embora tentara com pessoas ligadas ao Botafogo, à CBF e à Prefeitura de Magé, sem obter sucesso. Mas também seria difícil expor objetos pessoais de Garrincha, pois se é que eles existem, devem estar em poder de colecionadores ou parentes distantes, que provavelmente não se desfariam dos mesmos.

Caso o projeto do museu se torne definitivamente inviável, a neta do anjo de pernas tortas negociará a propriedade para quem aparecer com a quantia de 700 mil reais. #Resenha Esportiva