Tudo pronto para as bolinhas amarelas deslizarem suavemente pela grama sagrada das quadras do luxuoso complexo de All England Club, em Londres, na Inglaterra. A partir desta segunda-feira (29), os principais tenistas do mundo iniciam a disputa pelo título de Wimbledon, o mais tradicional torneio do circuito da ATP, que esse ano irá distribuir, no total, 37 milhões de euros em premiação. Novak Djokovic e Petra Kvitova, campeões na edição de 2014, terão a árdua missão de defender as conquistas.

Conhecido pelo rigor na aplicação das normas e pelo jeito bastante peculiar na organização de um Grand Slam, o torneio de Wimbledon promete ser ainda mais rígido na atual temporada.

Publicidade
Publicidade

As famosas selfies, por exemplo, estão proibidas. Além disso, o staff do torneio vetou o uso de tablets e celulares por parte do público durante as partidas. Tudo para que nenhum contratempo possa atrapalhar o campeonato que já existe desde 1877.

Para os fãs brasileiros que não terão a oportunidade de ir à Inglaterra acompanhar in loco duas semanas de puro #Tênis, uma bela notícia divulgada há duas semanas freia qualquer desanimo. Os canais ESPN garantiram os direitos de transmissão do torneio e se tornam alternativa à cobertura do SporTV, já tradicional em Wimbledon. Em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil, o comentarista de tênis da ESPN Osvaldo Maraucci brincou ao pedir para que os fãs de tênis se preparassem:

“Nós que fazemos farte da equipe da ESPN somos movidos a desafios.

Publicidade

Fazemos tudo aquilo que fazemos por amor ao tênis. E, claro, pelo respeito e pelo carinho profundo que temos com todos os nossos fãs de tênis e da emissora. Preparem-se, pois o melhor de nós vai entrar na casa de vocês”, comentou Maraucci.

Nadal fora do top-8 e esperança para Federer

Dentro de quadra também estão reservadas algumas surpresas para a disputa do terceiro Grand Slam do ano. Ao contrário do que acontece no Australian Open, Roland Garros e US Open, Wimbledon tem os seus critérios próprios para a definição dos cabeças-de-chave e para o sorteio da tabela. A organização beneficia os jogadores que tiveram melhores retrospectos na grama nas temporadas recentes.    

Desta forma, o bicampeão Rafael Nadal (2008 e 2010) está fora do top-8 de um Grand Slam pela primeira vez desde 2005. Curiosamente, Nadal, que é o cabeça 10 do torneio, enfrentará logo na primeira rodada o brasileiro Thomaz Bellucci. Embora a queda no ranking e o mau momento no circuito tenham afetado o prestígio de Rafa em Wimbledon, ele, em tese, só começaria a enfrentar rivais de maior porte a partir das oitavas.

Publicidade

Em busca do oitavo título em Wimbledon e do 18° Grand Slam da carreira, Roger Federer volta para o seu torneio favorito em um piso que o favorecesse: jogo rápido, de toques de classe e chegadas à rede. O casamento entre a grama londrina e o suíço já rendeu bons frutos, mas novamente há um caminho longo a ser percorrido, ainda mais quando se tem tenistas do calibre de Novak Djokovic e Andy Murray dispostos a estragar os planos. #Entretenimento #Europa