Dias difíceis em Campinas. Campeão brasileiro de 1978, o Guarani, afundado em dívidas e sem dinheiro nem para comprar comida, deverá fechar sua sede social para conseguir dar continuidade à disputa da série C. Até agora, em quatro partidas, foram três empates e uma derrota. O Bugre deverá fechar para sócios já nesta sexta-feira (26).

As dificuldades financeiras se agravaram. O clube depende de um parecer favorável da Justiça do Trabalho para garantir o recurso oriundo do leilão do estádio Brinco de Ouro da Princesa, estimado em R$ 105 milhões. Sem dinheiro para comprar comida para o refeitório e com a conta de luz vencida na sede social, o time teve seus patrocinadores notificados pela justiça, de modo que as parcerias não serão renovadas.

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No momento, não há novos interessados em patrocinar o Guarani. Horley Sena, presidente do clube, admitiu em entrevista ao portal Lance! que a luta contra o tempo está praticamente perdida:

"Sexta-feira queremos fechar as portas. Seguimos aguardando a decisão da Justiça do Trabalho. Não temos mais dinheiro para comprar comida para o refeitório e a luz já está para ser cortada. Não tem mais onde buscar recursos", resignou-se o mandatário do time de Campinas.

Embora tenha ventilado a hipótese de fechar inclusive o #Futebol, Sena voltou atrás e garantiu que o time seguirá disputando a série C. Junto com outros conselheiros, o presidente tem tirado dinheiro do próprio bolso para manter o clube. Porém, agora, a fonte secou. "Por enquanto o futebol está mantido, mas não há dinheiro para água, luz, telefone e para pagar funcionários", contou.

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Um abandono em meio a uma competição oficial resultaria em pesadas punições desportivas. De acordo com as normas da CBF, o clube que desistir de um campeonato oficial vinculado à confederação estará suspenso por dois anos de qualquer outro torneio da entidade. Mergulhado em uma #Crise que parece perto do pior final possível, o Guarani, a princípio, enfrenta, no sábado, às 11h, o Tombense, fora de casa.