O ex-atacante da Seleção Argentina, Gabriel Omar Batistuta, está passando por sérios problemas de dores nas pernas, vitimado pelo uso excessivo de infiltrações, a ponto de não poder andar, e chegou ao cúmulo de pedir para que os médicos que acompanham seu tratamento amputem seus membros inferiores, pois a dor é insuportável.

Batistuta confessou que não consegue mais dormir e tampouco caminhar, pois as dores o impedem. As inflitrações, no caso, foram injetadas em seus joelhos para aliviar as dores e adiantar os tratamentos das inúmeras contusões em sua carreira.

Entre manter as pernas e chegar ao ponto de quase morrer de dor, o ex-atacante teria pedido aos médicos que as amputassem e substituíssem por pernas de titânio.

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O ex-camisa 9 da Argentina teve grande êxito na carreira, tornando-se goleador em todos os times em que atuou, iniciando no Newell's Old Boys, passando pelos rivais River Plate e Boca Juniors.

Em 1991, Batistuta chegou ao futebol italiano com status de craque e goleador, primeiro na Fiorentina e depois na Roma, tornando-se ídolo das duas torcidas pelas excelentes atuações e gols, sua especialidade. Encerrou seu ciclo na Itália atuando pela Internazionale de Milão, na temporada 2002-2003.

Na Seleção Argentina, teve sua primeira convocação em 1991 e, na Copa América desse mesmo ano, tornou-se campeão e o artilheiro da competição com seis gols. Em 1993, foi bicampeão da Copa América marcando apenas três gols, porém estes foram decisivos. Na sua primeira Copa, de 1994, marcou três gols contra a Grécia, na goleada de 4 a 0.

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Nessa Copa, o camisa 10 Maradona fora acusado de doping e, abalados, os argentinos perderam para a Bulgária, mas mesmo em terceiros na chave conseguiram a classificação. Enfrentando a Romênia, Batistuta fez seu quarto gol na Copa, mas a boa equipe romena venceu os alvicelestes, fazendo com que os argentinos dessem adeus ao tricampeonato.

Batistuta usava cabelos compridos, o que lhe dava uma aparência de roqueiro e, apesar de na época passar por uma boa fase, sempre marcando gols, só conseguiu ser convocado pelo então técnico Daniel Passarela, que cismara com os cabeludos argentinos, depois de tê-los cortado. Os outros cabeludos, vítimas da implicância de Passarela, foram Cannigia, nosso carrasco na Copa de 1990, e o volante Fernando Redondo.

"Batigol", como era carinhosamente chamado pelos argentinos, apesar de ter disputado três Mundiais pelo seu país e não ter ganhado nenhum, é o maior goleador da história da Seleção Argentina, com 56 gols em 78 partidas. #Seleção de Futebol #Futebol

Talvez as pernas que lhe deram tanta consagração nunca mais permitam que Gabriel Batistuta volte a disputar uma simples pelada, mas que pelo menos façam o craque viver normalmente sua vida com elas.