Suspeitas de corrupção envolvendo a Nike e a CBF estão na mira do departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O fato ocorreu durante o contrato entre as partes. Está em jogo o levantamento de corrupção ocorrida durante a escolha da África do Sul como sede da Copa 2010. As denúncias foram publicadas no Wall Street Journal.

Em 1996 a CBF e a Nike assinaram acordo de patrocínio. A duração do contrato seria de 10 anos e o valor atingiu a cifra de 160 milhões. Como complemento aos valores ajustados, a empresa fornecedora de insumos esportivos efetou um pagamento suplementar de 40 milhões de dólares, com a rúbrica "despesas de marketing".

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A verificação do contrato concluiu que esta despesa não estava contemplada no acordo inicial efetuado entre as partes. Foi constatado um depósito neste valor em uma conta bancária na Suiça, um dos paraísos fiscais. O depósito foi efetuado em nome de uma empresa brasileira de patrocínio esportivo. O documento analisado pelo WSJ não identifica diretamente a Nike e apenas faz referência a uma "multinacional americana". As suspeitas que se tratata da Nike foram confirmadas.

Tudo teve lugar durante as investigações que são efetuadas contra os dirigentes da FIFA durante a escolha da África do Sul como sede da Copa 2010 e também envolveu a eleição do presidente da FIFA no ano de 2011.

Foi o que deu origem à prisão divulgada com alarde nos meios de comunicação. Na ocasião foram presas sete pessoas.

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Entre elas estava José Maria Marin, que estava confortavelmente instalado em luxuosos hotel da Suiça. Outras notícias devem estar presentes no noticiário durante muito tempo se as investigações continuaram a ser aprofundadas pelos responsáveis. Há muito joio em meio ao trigo. Se estas investigações chegarem até os contratos desenvolvidos para a efetivação da copa do mundo de 2015 no Brasil, muita sujeira deverá aparecer.

Muita sujeira foi colocada debaixo do tapete. Quando levantarem as suas pontas a sujeira deve aparecer e colocar muitas pessoas insuspeitas na cadeia. É esperar para ver e para crer que esporte passou a fazer parte das manchetes de seções policiais. #Futebol