Ajustar a equipe com o foco na disputa das Eliminatórias para a Copa de 2018. Esta será a grande missão de Dunga no comando da seleção brasileira durante a Copa América, na opinião do jornalista Mário Marcos de Souza. Comentarista dos canais Premiere FC e antigo cronista do jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, Mário Marcos concedeu #entrevista exclusiva à Blasting News Brasil. Confira:

Blasting News Brasil: Qual o real significado da Copa América para o Brasil? Resgatar um pouco da honra perdida nos 7x1 ou tentar montar um time, sem se importar com o resultado?

Mário Marcos de Souza: Nada que a seleção faça ameniza aquele vexame.

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O 7 a 1 faz parte da história e nunca poderá ser apagado. A participação na Copa América, mais do que pelo título, é importante para ajustar uma seleção em uma competição. Até agora, o Dunga mantém a invencibilidade em amistosos. Na Copa América, vale imagem e troféu. E é preciso ajustar logo um time porque em seguida chegam as Eliminatórias. Esta, sim, será a grande competição para a equipe.

BN: Nesta segunda passagem de Dunga, a seleção tem ótimos números, com 100% de aproveitamento nos amistosos. Mas isso não é um pouco "engana-bobo"?

MM: O que interessa é ver se a seleção tem rendido um bom #Futebol. É o que dá a ideia do rumo do trabalho. Não dá para se basear no resultado de amistosos para tirar conclusões definitivas, mas a verdade é que o trabalho vem sendo bem feito. A equipe joga hoje com confiança e mais solidária.

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BN: Você gosta da ideia adotada por Dunga de jogar sem um centroavante fixo de área?

MM: É uma boa solução, até porque não temos um centroavante de nível para ocupar aquele lugar. Qualquer solução é válida, desde que o esquema funcione. Pelos jogadores que a seleção tem, de movimentação, a não escalação de um centroavante fixo, tradicional, até ajuda.

BN: A Argentina vice-campeã mundial e o Chile por jogar em casa são os favoritos para essa Copa América?

MM: A Argentina sem duvida porque tem Messi, melhor jogador do mundo. Além disso, Aguero, Tévez, Mascherano, todos em grande fase. É uma seleção respeitável. O Chile, além do fato de ser a seleção da casa, tem bons jogadores também. Sánchez, Aránguiz e, especialmente, Arturo Vidal. E o Brasil, claro, por sempre, mesmo em períodos de crise, entrar na competição como favorito.

BN: Para fechar, uma outra situação. Oswaldo de Oliveira foi demitido essa semana no Palmeiras. Como você avalia a constante dança das cadeiras entre os treinadores no futebol brasileiro?

MM: É algo que sempre me incomodou. Os dirigentes dos clubes não resistem à pressão da torcida, às críticas da imprensa e, muitas vezes, tomam decisões apenas como justificativa. Nem eles têm certeza absoluta de que fazem o certo. Esta história das demissões dos técnicos se enquadra nisso. O mesmo que foi elogiado no domingo é demitido na quinta depois de um resultado ruim na quarta. Perdi a esperança. Acho que isso nunca vai terminar. #Entretenimento