Parece chegado o tempo da moralização dos esportes, incluindo o #Futebol: países europeus apóiam mudanças na FIFA após a saída de Joseph Blatter.

A corrupção se infiltrou por todos os cantos. A FIFA - Federação Internacional de Futebol não escapou do escândalo e a amigos do comportamento ético em qualquer atividade humana. O esporte ocupa lugar de destaque entre elas, ao formar líderes que não podem falhar.

De Bruxelas, chegam resultados das reuniões das comissões europeias, que alertam a ter "chegado o momento da mudança". A decisão foi tomada durante os debates contra a Copa de 2018 em Moscou, por outras razões sobejamente conhecidas.

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Por vias indiretas, o futebol acaba entrando no tabuleiro de xadrez geopolítico no qual se transformou a Europa. A comissão europeia, reunida por outros motivos e tida como o braço executivo da união europeia, descarregou o verbo e de forma pesada sobre a corrupção descoberta na federação internacional de futebol.

Considera a comissão que a corrupção foi desenfreada e sistêmica e que a integridade do futebol está colocada em jogo. Este é um interesse incomum, dado que estas comissões que representam a união europeia, discutem fatos e aspectos políticos, no que parece que irá se transformar o caso da corrupção no futebol.

Em uma jogada política se une esporte e política, com a comissão europeia enxergando uma forma de ganhar dividendos para investir contra a ação russa na Ucrânia. O escândalo, porém, não tinha contornos delimitados na comunidade europeia e rapidamente se deslocou para a América Latina e mais especificamente para o Brasil, com problemas assinalados na copa das confederações e na copa do mundo, cujos contratos são todos sem exceção colocados sob suspeita.

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O que muitos não acreditavam aconteceu seu principal dirigente não resistiu à primeira semana de seu mandato.

Para completar, uma cena que pode trazer maiores informações sobre golpes ainda maiores: a Suíça abriu uma linha paralela que investiga possível corrupção na nomeação da Rússia e Qatar, como sedes dos jogos de 2018 e 2022.

É aí que a comissão europeia enxergou a possibilidade de agir contra a Rússia que ainda não sofreu sanções econômicas como a comunidade europeia desejava. Assim interesses europeus a americanos seriam atendidos, o que poderia ser considerado como uma corrupção branca, ou no mínimo o aproveitamento de um momento onde o adversário está tonto, para desfechar o golpe de misericórdia que levaria ao nocaute.

Putin critica ferozmente os norte-americanos, tornando-os seu alvo preferido, ao pedir que a comunidade europeia, que quer a mesma coisa, declare que esta intervenção excede as competências americanas. Vale lembrar que o boicote já derrubou Blatter.