Poucos envergaram a camisa rubro-negra com tanta personalidade, a ponto de considerá-la sua "segunda pele", como declarou Leovegildo Lins Gama Júnior, ou, simplesmente Júnior.

Estreando no Mengão no dia 6 de novembro de 1974, no empate de 2 x 2 contra o Operário Várzea Grande (MT), Júnior esteve presente nos momentos mais importantes da fase de ouro do Flamengo, como no primeiro título brasileiro em 1980, no célebre "jogo da forra" em 1981, no qual o Mengão devolvia ao Botafogo a goleada de 6 x 0 - que estava entalada nas gargantas rubro-negras desde 1972 - no título da Taça Libertadores, no Mundial em Tóquio, na despedida do grande amigo Zico e no pentacampeonato brasileiro em 1992.

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Com 35 anos de idade, ele atendia ao pedido do filho Rodrigo que, na volta da Itália, queria ver o talentoso pai jogar pelo #Flamengo. A torcida do Mais Querido pode ficar grata a Rodrigo, pois, sob a batuta do Maestro, na sua segunda fase no Mengão ele realizava o desejo do garoto e comandara o time carioca nas conquistas da Copa do Brasil em 1990, do Campeonato Estadual de 1991 e do pentacampeonato brasileiro em 1992, aos 38 anos, ganhando a carinhosa alcunha de "Vovô Garoto".

Júnior é o jogador que mais vestiu a camisa do Flamengo, em 876 oportunidades, marcando um total de 77 gols. Atrás dele, o maior ídolo da Gávea: Zico, 732 jogos. Pela Seleção Brasileira jogou 88 partidas, entre 1979 e 1992, fazendo oito gols, e disputou os Mundiais de 1982 e de 1986.

Além dos pés na Calçada da Fama do Maracanã, o eterno Maestro foi homenageado ao dar seu nome à Arena de Beach Soccer Maestro Júnior, localizada na sede social do Flamengo, na Gávea.

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A inauguração foi feita pelo próprio e por Zico: "É gratificante para alguém que suou tanto a camisa do clube poder ter uma homenagem como essa" diz o Galinho, em seu site oficial. "É um espaço dentro da minha casa" - declarou o homenageado. Aliás, Júnior foi o jogador que mais jogou junto com Zico, tanto no Flamengo quanto na Seleção. Após perderem para a Itália na Copa de 1982, o maestro falara no vestiário para o Galinho que "a vontade é de dormir quatro anos e só acordar na hora de desfazer essa injustiça".

O "Capacete", apelido dado a Júnior na Copa de 82 pelo formato de seu cabelo na época, é um dos maiores jogadores de todos os tempos, pois além de ter começado na lateral-direita dos profissionais do Flamengo, jogou muitos anos na lateral-esquerda também, no meio-de-campo quando foi para a Itália - atuando na mesma posição quando voltou ao time da Gávea - capaz de atuar em várias posições por ser ambidestro, dono de excelente passe e cruzamento, senso de marcação e liderança acima da média, exímio cobrador de faltas além de arremate perfeito a gol e visão de jogo com precisão de 360º.

Apesar de ter nascido em João Pessoa, no dia 29 de junho de 1954, há quem pense que Júnior é carioca, pois tem todas as características de quem nasceu sob as bênçãos do Cristo Redentor. Longa vida ao Maestro! #Futebol