A nuvem sombria e escura que começou a se formar ainda em julho do ano passado, no céu de Belo Horizonte, insiste em acompanhar a seleção brasileira – desencontrada desde o turbilhão de gols dos alemães. Na semifinal da Copa de 2014, o fracasso não será mais apagado. Na #Copa América de 2015, resta uma chance. Em baixa após a derrota para a Colômbia na quarta-feira por 1x0, o Brasil entra em campo neste domingo (21) precisando vencer a Venezuela para ser primeiro no grupo C.

E será sem #Neymar. Não será o astro do Barcelona que puxará a fila de jogadores na entrada em campo tão logo o relógio marcar 18h30, de Brasília.

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Como se já não bastasse o cartão amarelo que tomou no primeiro tempo diante da Colômbia, que já o tiraria do jogo diante da Venezuela, o capitão brasileiro acabou expulso ao final do jogo depois de envolver-se em uma confusão com os colombianos e com o árbitro da partida. Resultado: em vez de um jogo de suspensão, quatro. Mesmo que o Brasil avance no torneio, Neymar seguirá fora. Ele não joga mais a Copa América.

Para evitar que o Brasil caia na primeira fase, desastre que não ocorre desde 1987, o técnico Dunga mudará o time. Nos treinamentos anteriores ao jogo, Phillipe Coutinho, do Liverpool, foi o indicado a entrar na vaga de Neymar. Coutinho esteve fora da estreia com o Peru e entrou no decorrer do jogo contra a Colômbia, sem muito destaque. O meia Fred também corre risco de perder a vaga nos onze inicial.

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Douglas Costa ou até mesmo o experiente Robinho surgem como alternativas para tornar a equipe mais ofensiva.

O famoso clichê que defende que “não existe mais bobo no futebol” se aplica perfeitamente no adversário do Brasil deste domingo. Saco de pancadas em outros tempos – nem tão distantes assim -, os venezuelanos evoluíram a ponto de, nos últimos quatro confrontos contra os brasileiros, terem perdido apenas um duelo. Ciente disso, Dunga pregou respeito na sua entrevista coletiva pré-jogo.

“É uma equipe que joga compacta e tem uma intensidade durante todo o jogo. Contra o Peru, procurou buscar o ataque mesmo com um jogador expulso. Amadureceram depois da última Copa América. E nós temos que ter humildade. Não éramos os melhores com as 11 vitórias que tivemos e nem está tudo errado agora depois de perder a primeira”, avaliou o treinador brasileiro.

A seleção dirigida por Noel Sanvincente quer seguir surpreendendo a todos, como na primeira rodada, quando bateu por 1x0 os favoritos colombianos.

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Para o jogo contra o Brasil, a Venezuela não terá o lateral esquerdo Amorebieta, expulso contra o Peru, que dará lugar a Cichero. Os times entrarão em campo já sabendo o que precisarão fazer para atingir a classificação, uma vez que Peru e Colômbia se enfrentam antes, às 16h, abrindo a última rodada do grupo. Por mais que um empate sirva para a classificação, passou da hora do Brasil voltar a vencer, convencer e abrir o céu mais uma vez.

Ficha técnica

Brasil: Jefferson; Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva, Filipe Luis; Fernandinho, Elias, Phillipe Coutinho, Willian e Douglas Costa (Robinho); Roberto Firmino. Técnico: Dunga.

Venezuela: Baroja; Rosales, Túñez, Vizcarrondo, Cichero; Seijas, Rincón, Arango, Vargas, Guerra; Rondón. Técnico: Noel Sanvicente.

Arbitragem: Enrique Cáceres, auxiliado por Carlos Cáceres e Rodney Aquino (trio paraguaio).

Estádio: Monumental, em Santiago (Chile). #Seleção de Futebol