Depois da demissão de seu principal dirigente a Europa ainda assiste à propagação dos escândalos da entidade. Nesta sexta-feira (26), um dos sete presos no escândalo que envolveu a FIFA teve negado o pedido de liberdade. Ele havia sido enviado para a justiça da suíça por seus advogados. O nome do acusado não chegou a ser divulgado. Ainda não se sabe quem foi o privilegiado, pelo menos que seja de conhecimento público. A justiça suíça negou o pedido de liberdade alegando o risco de fuga e falta de razão de saúde.

As notícias não pararam por aí. José Maria Marin, conhecido de nossos conterrâneos, também queria voltar a ser privilegiado.

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Ele é um dos sete presos que ainda permanecem detidos. Seus advogados também alegaram problemas de saúde do ex-dirigente. Baseados nisto, solicitaram seu retorno ao Brasil, onde ele responderia o processo em liberdade. A prisão domiciliar já tinha sido negada. Anteriormente, o pedido de transferência da prisão para um hospital também foi negado.

A insistência persiste devido à descoberta de um acordo de cooperação jurídica entre o Brasil e a Suíça. Ele previa esta possibilidade, mas também foi recusado. Houve um tempo em que Marin era tratado como um rei por dirigentes de federações, pois existia uma possibilidade de obter benefícios com isso. Todavia, essas vantagens conseguidas foram pagas a peso de ouro.

Campos machado, responsável pela defesa de Marin, alegou problemas de saúde e idade avançada.

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Todavia, esses mesmos fatores não o impedia de viajar pela FIFA com todas as despesas pagas e hospedado nos melhores hotéis. Entretanto, no momento em que deve pagar por seus erros, os problemas de saúde pesam e "justificam" os benefícios solicitados e negados.

Marin está em uma prisão modelo afastado dos demais cartolas. O motivo é evitar contatos entre os presos. Isto pode provocar uma piora seu estado emocional. Aos 83 anos de idade, ele enfrenta os resultados de conduta errada, pois durante décadas de liderança nas esferas política e esportivas Marin poderia ter construído um patrimônio sem necessitar da corrupção. Acredita-se que não seja hora para sentir pena. Mas, é lamentável que ele tenha se colocado neste nível de vulnerabilidade. #Futebol