Neste dia 08 de julho de 2015, completa um ano do maior vexame do #Futebol brasileiro. A fatídica derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo 2014, ainda está e ficará enraizada por muitos anos na memória do torcedor. Talvez lembre-se mais desta goleada histórica do que o próprio título alemão.

O fracasso expôs as mazelas do futebol brasileiro e muito se falou sobre quais lições tirar deste vexame. O momento seria ideal para um repensar como o nosso futebol é conduzido e não achar que o resultado foi meramente ordem do acaso. Mas nada foi feito, nada aprendemos e no andar da carruagem nacional o futuro é um tanto nebuloso.

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A sensação e a certeza não só dos especialistas, mas dos torcedores também, é que perdemos uma grande oportunidade de colocar tudo no chão e reconstruir um futebol doente. Porém, a entidade que comanda o esporte no Brasil não pensou e não pensa desta forma.

Tudo que fizeram, foi adiantar um processo logo após o vexame, montando uma comissão técnica na semana seguinte, como se fosse iniciar uma nova Copa do Mundo da noite para o dia. Como não bastasse essa pressa que ninguém entende, as escolhas foram um tanto questionáveis.

Não era o momento para escolher um novo técnico, um novo coordenador de seleções, e sim, montar um fórum para discutir onde o futebol brasileiro parou. O exemplo esteve diante dos nosso olhos, a Alemanha, o eterno algoz da nossa maior humilhação, passou por um processo de revitalização do seu esporte em um período de mais de dez anos, para então conquistar uma Copa do Mundo.

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Foi se a época em que a camisa ganhava jogo e campeonato. O futebol se tornou um grande negócio e o resultado em campo é o reflexo da sua administração. Achar que vai ganhar tudo porque tem cinco estrelas no peito, é insistir com uma filosofia retrógrada. A realidade nua e crua é que a Seleção Brasileira não coloca mais medo nos adversários. A safra de jogadores é ruim, mas a gestão (se é que existe) é ainda pior.

As proporções da bagunça são tão grandes, que sequer o futebol brasileiro tem representatividade no exterior. O medo de entrar pelo cano como aconteceu com José Maria Marin, preso na Suíça, após as ações do FBI contra a corrupção no esporte, faz com que a alta cúpula da CBF não mande seus representantes em competições, reuniões na FIFA e afins.

Só para constar, a Seleção Brasileira estava abandonada na campanha vexatória na Copa América 2015, disputada no Chile. Não havia um dirigente por lá. Para colocar panos quentes nas críticas (até de quem se recusava a criticar), os entendidos abriram um ''debate'' para discutir o futebol nacional.

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Convocaram Parreira, Zagallo e Sebastião Lazaroni para pensar em soluções.

Com todo respeito aos convocados, mas o futebol brasileiro precisa de mais, precisa de gestão, precisa de organização e se livrar das amarras de um comando vicioso e maléfico. Enquanto sonhamos com dias melhores, seremos obrigados a ver o futebol masculino, o futebol feminino, os clubes e os torcedores agonizarem pelo descaso. Esta é a triste realidade de que nada aprendemos com o 7 a 1. E gol da Alemanha! #Seleção de Futebol #Resenha Esportiva