O fato é tido como um benefício ao #Futebol. Para alguns analistas parece ser mais uma forma de salvação para os "cartolas". Ontem (7), foi aprovada a medida provisória que trata do processo de renegociação das dívidas dos clubes de futebol. O projeto também é conhecido como PROFUT - Programa de Modernização da Gestão e Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro. Ele apresenta a proposta de renegociação das dívidas dos clubes com a União. A dívida dos clubes ronda próxima dos 4 bilhões de reais. Ela poderá ser paga em até 20 anos.

Aqueles que esperam a "redenção" dos clubes de futebol com esta medida poderão ter uma decepção.

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A cultura da fartura e do "perdão oficial" poderá não ser eliminada com o beneplácito mais uma vez concedido aos clubes de futebol. As entidades são submetidas a novas regras de gestão. Elas estarão sujeitas a punições no caso do não cumprimento da contrapartida. Com isto, se espera, como benefício, melhorar a administração do futebol em nosso país.

O texto que foi enviado no dia 19 de março pela presidente precisa apenas do referendo da câmara para, então, ser enviada para o senado. O Bom Senso FC considera um triunfo a aprovação da medida. A se lamentar que as providências que mudavam a estrutura de poder do futebol brasileiro tenham sido mantidas.

Assim novos Neros e Marins não foram expurgados do futebol. O voto qualitativo dos clubes, que realmente movimentam o futebol, não passou.

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O voto dos atletas também foi vetado. Mas passou a ampliação do colégio eleitoral na CBF. A cara do poder não foi mudada. Ainda será possivel ver o sorriso na face autoritária e corrupta do futebol brasileiro. Aqueles que consideram que o voto das séries A e B favorece, o que poderia acontecer, esquece da subserviência dos clubes à CBF.

Alguns especialistas, como Juca Kfouri, que sempre perfilou ao lado dos que lutam pela independência do futebol, consideram que o texto original foi estuprado e que os vencedores não são, na realidade, os clubes de futebol, mas sim os dirigentes das entidades.

Para adesão, os clubes estarão sujeitos a uma série de requisitos. Exige-se que:

· Os pagamentos em dia das obrigações trabalhistas e tributárias;

· Fixação de mandato de quatro anos para os cargos de direção;

· Publicação na internet da prestação de contas, após ter sido submetida à auditoria independente;

· Aceitação do calendário para redução do déficit.

Se houver descumprimento do contrato, o clube será excluído do repasse de recurso público federal pelo prazo de dois anos.

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Irregularidades provocadas pelos dirigentes os excluem por 10 anos de concorrer a cargos em qualquer entidade desportiva profissional. As mudanças mais significativas são o aumento do comprometimento do clube com a folha de pagamento de 70% para 80%).

Há um destaque de grande importância. Ele deve ser cobrado pela sociedade e pelos amantes do futebol. Atender a proposta para que os clubes se tornem empresas. Este pode ser o caminho para redenção do futebol brasileiro.