Tal qual o animal que lhe dá nome, o Tigres se arma até os dentes enquanto aguarda 15 de julho para dar início ao enfrentamento contra o Inter pela semifinal da Taça Libertadores. Dono da segunda melhor campanha na primeira fase, com 14 pontos construídos em quatro vitórias e dois empates, os mexicanos não perderam o fôlego e entraram fortes no mata-mata ao bateram, em ordem, Sucre e Emelec, antes de se credenciarem a pegar os brasileiros uma fase antes da grande final.

Já poderia estar de bom tamanho, mas a possibilidade de ser o primeiro time mexicano a conquistar a Libertadores mexe com a equipe de Monterrey.

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Mais: mexe com o mercado também. O Tigres aproveitou o recesso imposto pela Copa América e pelo fim do campeonato nacional para ir às compras. E voltou com o carrinho cheio.

Para a companhia do ex-colorado Rafael Sóbis e do equatoriano Guerrón, o nome é de peso. Na frente de astros como Ibrahimovic e Cavani na disputa pela artilharia do último campeonato francês, o atacante Gignac teve seu contrato expirado com o Olympique de Marseille e ficou livre para assinar com outro clube. O projeto dos Felinos o seduziu: serão cerca de 4 milhões de dólares anuais (cerca de R$ 12,4 milhões). Ele não chega sozinho.

Também para o ataque, o Tigres acertou com o experiente nigeriano Uche, titular do Villareal em parte da última temporada espanhola. Para fechar o pacote, 7 milhões de dólares foram necessários para assegurar o talento do ponta veloz Jürgen Damm, que deixou o Pachuca, mas optou por seguir no México embora o assédio de clubes europeus.

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Gignac, Uche e Damm, três nomes de qualidade que chegam para reforçar uma base que já vinha fazendo bonito.

Mandante de respeito 

Diferente das fases de oitavas e quartas de final, quando contou com um Beira-Rio lotado no jogo de volta para ajudar a bater primeiro o Atlético-MG e depois o Santa Fé, o Inter viverá o inverso nessa semifinal. A partida de ida será em casa, em Porto Alegre, dia 15 de julho. Uma semana depois, no México, a vaga será decidida. O Estádio Universitário de Monterrey, que recebe os jogos do Tigres, abriga um total de 42 mil espectadores. E é raro encontrar alguma cadeira vazia.

Para o repórter da Rádio Gaúcha, Rodrigo Oliveira, conquistar um bom resultado no jogo de ida será fundamental para o Inter. “Se por alguma eventualidade, o Inter empatar ou perder no Beira-Rio, a coisa complica. Uma vitória, no entanto, deixará a equipe em total condição de segurar a vantagem no México”, opina o jornalista.

Na atual edição da Libertadores, os mexicanos têm ótima média de 40.143 torcedores por jogo, resultando numa taxa de ocupação de 98% do estádio – superando qualquer brasileiro na competição, inclusive o próprio Inter.

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O reflexo da arquibancada dentro do campo é notável. Como mandante no torneio, foram seis jogos, com quatro vitórias e dois empates, sendo um deles em 1x1 com o Sucre quando este resultado bastava para avançar à fase seguinte.

Em busca do tri, o Inter de Diego Aguirre e D´Alessandro, amparados por uma camisa vermelha que sabe pesar na hora da decisão, parece já saber o que vem pela frente. Mas, por prudência, redobrar a atenção com Sóbis, Guerrón e a pressão da torcida mexicana não será excesso de zelo. Agora, com mais três motivos: Gignac, Uche e Damm. #Entretenimento #Futebol #Sport Club Internacional