Horley Senna, presidente do Guarani, não teve outra alternativa. Com a imensa repercussão gerada depois de declarar que o clube iria fechar as portas, pegou o seu telefone celular e discou o número de Paulo Roberto Santos, treinador da equipe. Pediu calma e foco total na disputa da série C, garantindo que o #Futebol profissional seguiria suas atividades normalmente.

Fora de campo, o reflexo de sucessivas más gestões no clube agravaram uma situação financeira caótica. Sem dinheiro para manter atividades básicas na sede social, como a compra de alimentos para manter ativa a cozinha do clube e a conta de luz e telefone, o time teve os poucos patrocinadores que se mantinham parceiros notificados pela justiça, o que impedirá uma renovação com as marcas.

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E é da justiça que vem um sopro de esperança para os bugrinos. O clube segue aguardando um parecer favorável da Justiça do Trabalho para garantir o dinheiro oriundo do leilão do estádio Brinco de Ouro da Princesa, que mesmo em estado deplorável segue recebendo os jogos da equipe na série C. Avaliado em R$ 105 milhões, o estádio ainda vive um dilema sobre quem se apossará de sua área, em uma batalha judicial envolvendo o gigante da fabricação de relógios Magnum e a Maxium Empreendimentos, que pertence ao grupo Zaffari.

Reiteradamente, o presidente Horley Senna tem afirmado que o time campineiro só conseguirá resistir caso a justiça aceite a proposta da Magnum, o que permitiria que fosse quitadas todas as dívidas trabalhistas do clube. No ápice da #Crise, Senna e outros conselheiros do Guarani chegaram a colocar dinheiro do próprio bolso para custear algumas atividades de rotina de um clube de futebol.

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Marcelo Sangaletti, ex-zagueiro e volante de extensa trajetória no futebol, em clubes como Corinthians, Internacional, Sport Recife e Náutico, teve duas passagens pelo Guarani (1995-1996 e 2001-2002) e revelou que já na sua volta ao clube ocorreram alguns deslizes no que diz respeito à parte financeira:

“Lá atrás, em 1995, a estrutura do Guarani era de dar inveja a qualquer outro clube do Brasil. Quando voltei, em 2001 e 2002, já estavam ocorrendo alguns deslizes na parte financeira, mas sempre foi um time que qualquer atleta gostaria de atuar”, contou o ex-jogador, em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil

O clube corre contra o tempo para encontrar uma outra fonte de recursos enquanto a justiça não libera a verba proveniente do leilão do estádio. Ao mesmo tempo, busca separar a crise econômica do futebol. Ainda que tenha sido ventilada por Senna, uma eventual desistência de qualquer disputa vinculada à CBF acarretaria em punições desportivas severas, como a suspenção por dois anos de qualquer campeonato gerido pela entidade.

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Ferido com as próprias flechas, o Bugre tenta reviver os belos capítulos de sua história, que tem no topo o título brasileiro de 1978 e os repetidos rebaixamentos, seja no campeonato paulista ou no nacional, como uma ilustração da crise instaurada no clube nos últimos anos. E como se nada disso estivesse acontecendo, o Guarani encara domingo, às 11h, pela sexta rodada da série C do brasileiro, o Madureira, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. #Entretenimento