O maior campeão de Copas do Mundo de todos os tempos sequer estará representado na reunião que definirá os rumos da entidade que rege o #Futebol mundial. Na próxima segunda-feira (20), a Fifa realiza em Zurique, na Suíça, um encontro extraordinário para debater a reforma do seu estatuto e projetar as novas eleições. Marco Polo Del Nero, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que não estará presente.

De forma oficial, o mandatário da CBF explicou aos organizadores da Fifa que não poderá deixar o Brasil em decorrência da recente criação da CPI do Futebol, que, segundo ele, o obriga a permanecer em solo brasileiro assim como o andamento da MP do Futebol, que renegocia as dívidas dos clubes.

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Nas palavras de Del Nero, esses compromissos o impediriam de deixar o país mesmo que por somente 24 horas.

Contudo, comenta-se nos bastidores que o FBI também investiga Del Nero por #Corrupção e poderia prendê-lo aos moldes do que ocorreu com José Maria Marin, seu companheiro de chapa na presidência da CBF. Uma apuração coordenada pelas autoridades americanas se debruça sobre os pagamentos feitos por José Hawilla, da Traffic, à CBF. Durante a disputa da última Copa América, Del Nero também não acompanhou a delegação brasileira no Chile.

A expectativa é que a reunião de segunda-feira possa planejar uma nova data para que novas eleições presidenciais da Fifa possam ser realizadas. O debate ocorre em meio ao momento mais turbulento da história da entidade, que no final de maio viu alguns dos seus dirigentes de alto escalão serem presos por envolvimento em corrupção.

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Entre as lideranças que se mantiveram na direção da Fifa, o consenso é de que o Brasil "deixou de existir" em termos de gestão de futebol desde que a crise atingiu grandes proporções. Há duas semanas, o locutor esportivo da Rede Globo, Galvão Bueno, subiu o tom de voz durante a apresentação do seu programa Bem, Amigos!, no canal a cabo SporTV, exigindo a participação brasileira na reunião da Fifa. "Se o Brasil não tiver representação por estarem com medo de pisar na Suíça, será a hora de zerar a pedra e começar tudo de novo", disse Galvão na oportunidade.