Neste domingo (12), às 10h, a chave masculina do torneio de Wimbledon conhecerá o grande campeão da edição de 2015 em um duelo que coloca frente a frente os dois melhores tenistas do mundo. Novak Djokovic e Roger Federer voltam a se enfrentar na final do Grand Slam da grama um ano depois do sérvio levar a melhor em cinco sets e faturar a taça de 2014.

Para Federer, trata-se de uma partida com vários significados. Não bastasse o simples fato de representar a possibilidade de uma nova conquista de Grand Slam, o que seria o seu 18° - oitavo em Wimbledon, ele poderá se tornar o maior campeão da história do tradicional torneio de All England Club.

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No momento, ele segue empatado em número de conquistas com o norte-americano Pete Sampras e o britânico William Renshaw, que também venceram sete vezes.

Recordes e quebras de tabus já se tornaram uma constante na carreira do suíço. Quando pisar na quadra central neste domingo, ele estará sendo o mais velho tenista a chegar na decisão de Wimbledon desde o australiano Ken Rosewall, que em 1974 esteve na partida decisiva com 39 anos. Roger Federer tem 34 anos e 340 dias.

Em quadra, as coisas andam bem para o número dois do mundo. Sam Gröth, o gigante australiano, 68° no ranking da ATP, foi o único tenista a tirar um set de Federer em toda a campanha até a final. Na terceira rodada, Gröth venceu o tiebreak da terceira parcial antes de perder em quatro sets para o suíço.

Na semifinal diante do britânico Andy Murray, campeão em Wimbledon em 2013, Federer atingiu o seu melhor nível.

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Relembrou os áureos tempos em que reinou absoluto em All England Club entre 2003 e 2007. Com saques precisos e repertório vasto de jogadas, ele fez três sets a zero em cima de uma adversário que não se permitiu sair frustado da quadra, ciente de que o seu melhor havia sido feito.

Do outro lado, o número 1 do mundo  

O caminho de Novak Djokovic até a chegar à final foi mais acidentado que o de Roger Federer. Nas oitavas de final, viu de perto a zebra rondar o seu território e por pouco não o mandar embora. Em partida irretocável, o sulafricano Kevin Anderson chegou a vencer os dois primeiros sets, mas Djokovic reagiu na partida e conseguiu triunfar no quinto e decisivo set – disputado somente no dia seguinte em função da falta de luz natural.

O sérvio busca o seu terceiro título em Wimbledon, onde sagrou-se campeão nos anos de 2011 e 2014. Uma nova conquista em Grand Slam representaria o seu 9° triunfo em “Majors”. Ainda em cima de estatísticas, o retrospecto de Djokovic contra Federer indica um enorme equilíbrio: vantagem mínima ao suíço, que, em 39 confrontos, venceu 20 e perdeu 19.

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Na semifinal, vencida em três sets diante do azarão francês Richard Gasquet, o número 1 do mundo chegou a receber atendimento médico em decorrência de uma dor no ombro esquerdo. Entretanto, ele mesmo tratou de descartar qualquer tipo de problema para a final. “Honestamente, não é algo que me cause preocupação. Estarei bem para a final”.

Djokovic e Federer, em uma das maiores rivalidades do #Tênis contemporâneo, voltam a se enfrentar na decisão de um Grand Slam em um jogo que reúne todos os elementos possíveis para ser histórico. #Wimbledon 2015