Não foi somente Ronaldinho Gaúcho que chegou ao #Fluminense. O efeito que acompanha o craque para onde quer que ele vá também já se instalou nas Laranjeiras. Antes mesmo de dar seus primeiros passos com a camisa tricolor no Maracanã, berço do #Futebol brasileiro, a contratação apresenta resultados expressivos fora de campo: o interesse dos fãs em aderir ao pacote de sócio-torcedor do clube triplicou e começa a avalizar o acerto da diretoria em vencer a disputa com o Vasco pelo meia.

A terça-feira (28) parecia dia de jogo no campo de treinamento do Estádio Manoel Schwartz, popularmente conhecido como Laranjeiras. O que era para ser apenas mais um treinamento visando o próximo compromisso do Fluminense pelo Campeonato Brasileiro transformou-se em um misto de festa e ansiedade da torcida que, ao encher a arquibancada da sede social, vibrava a cada aproximação de Ronaldinho com a bola.

Publicidade
Publicidade

Sem mais exemplares de camisas 10 no primeiro dia de treinos do jogador no clube, a loja oficial de materiais esportivos teve que improvisar para atender a alta demanda dos fãs que desejavam estampar às costas o nome e número do novo reforço. Aos moldes das lojinhas ambulantes frequentemente vistas em dias de jogo, diretores de marketing do clube improvisaram um stand com mais peças no pátio da sede.

O uniforme da cor verde, terceiro na escala utilizada pelo Fluminense, atingiu nas últimas semanas o topo do ranking das camisas mais vendidas pela marca Adidas no Brasil. A empresa ainda fornece material esportivo para times do porte de Palmeiras e Flamengo.

Se fora de campo Ronaldinho não precisa fazer muito esforço para justificar sua contratação, dentro das quatro linhas ele admitiu estar empolgado pela possibilidade de conquistar um título que ainda não tem.

Publicidade

Em sua coletiva de apresentação, o meia prometeu não medir esforços para vencer, pela primeira vez, o Brasileiro:

“A perna treme com vontade de jogar. Chego motivado com a possibilidade de fazer história em um grande clube. E me motiva poder ganhar um título que ainda não tenho. Por termos grandes jogadores, temos condições para brigar”, apostou R10.

Em campo, o desafio é recuperar o protagonismo  

Cuca, então técnico de um Atlético-MG que quase foi rebaixado no ano anterior, justificava a contratação de Ronaldinho – esquecido no Flamengo depois de um péssimo início de 2012. “Precisamos de um meia que faça o time jogar e o nosso time vai jogar por ele”.

Dito e feito. Com R10 centralizando as ações do time, Cuca ajustou as peças ao seu redor e polarizou a disputa do título brasileiro de 2012 com o mesmo Fluminense que agora recebe o craque. O vice-campeonato nacional fortaleceu ainda mais o time mineiro que, sob a regência do meia, veio a conquistar a Libertadores de 2013.

Publicidade

Se não era o mesmo Ronaldinho dos áureos tempos de Barcelona, ao menos a inteligência e os lampêjos de gênio não o abandonaram na condução de uma equipe que encantou o país.

Sem Cuca e com Levir Culpi, R10 via seu prestígio diminuir em um Galo que sentia na pele a ressaca moral de tantas conquistas. Em uma intertemporada feita na Ásia, Levir relatou o que sentia do craque que ainda tinha à disposição: “Na China, aonde ele ia era cercado por milhares de fãs. É incrível. Mas para jogar em alto nível no futebol de hoje o atleta precisa pagar um preço e eu não sei mais se ele tem o desejo de pagar”.

Com as malas prontas para o México, Ronaldinho esqueceu de colocar o item tão importante observado por Levir: a vontade de jogar futebol. No Querétaro, onde ficou até o primeiro semestre de 2015, os gols e lances bonitos foram trocados pelas costumeiras polêmicas e festas. Agora, o desafio do craque é mostrar que aquele velho jogador ainda é capaz de encantar dentro de campo, e o primeiro teste já poderá ser nesse sábado, no Maracanã, contra o Grêmio – justamente o clube que, lá atrás, oferecia ao mundo um talento tão raro. #Entretenimento