Prestes a enfrentar o Inter, no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), pela partida de ida da semifinal da Libertadores nesta quarta-feira (15), o Tigres, do México, vive uma situação no mínimo curiosa. Embora esteja perto de alcançar um feito inédito para clubes do país e se tornar o primeiro mexicano a vencer a América, o clube não estará no Mundial de Clubes da Fifa no final do ano mesmo sendo o campeão.

Ainda que o convite a participar da maior competição continental parta da Conmebol, é a própria entidade que mantém rígido o regulamento a respeito da presença dos mexicanos no torneio. Mesmo que Tigres elimine o Inter na semi, ele não poderá fazer o segundo jogo da final no México.

Publicidade
Publicidade

O regulamento estipula que o jogo decisivo seja na América do Sul.

Além disso, o time que for à final contra o Tigres já estará automaticamente no Mundial da Fifa, em dezembro, independentemente do resultado obtido. River Plate, da Argentina, e Guarani, do Paraguai, disputam a outra a semifinal. Quem vencer já poderá comprar passagem para o Japão se caso os mexicanos eliminarem o Inter.

Critérios políticos e econômicos, como a pomposa receita de TV, ajudam a explicar a presença dos mexicanos na maior disputa de clubes da América do Sul. Desde 1998, quando América do México e Guadalaja foram os primeiros times do país a jogar a Libertadores, a participação cresce cada vez mais. No entanto, apenas Cruz Azul e Chivas chegaram à final, em 2001 e 2010, respectivamente.

Rodrigo Oliveira, jornalista esportivo e repórter da Rádio Gaúcha, do Rio Grande do Sul, não aprova a forma como está estipulada a participação destes clubes dentro da Libertadores.

Publicidade

Em #entrevista exclusiva à Blasting News Brasil, ele considera equivocado o regulamento da competição e aponta dois caminhos distintos para que a situação possa ser melhor equacionada.

“Da forma como é hoje, não sou favorável à participação dos mexicanos na Libertadores. É inadmissível um time jogar essa competição e não poder ir para o Mundial caso seja o campeão. Vejo duas alternativas: ou tira os mexicanos de vez da Libertadores, ou permite que eles possam ir ao Mundial ao serem campeões, excluindo a participação deles na Liga das Campeões da Concacaf”, opinou Oliveira.

Na atual edição, o Tigres surgiu como ponto fora da curva e foi um dos poucos clubes mexicanos a priorizar a Libertadores em 17 anos de presença do país no torneio. Não à toa está na fase de semifinal. Ao contrário do que muitas equipes mexicanas fizeram em edições anteriores, ao mandarem time reserva e priorizarem os campeonatos locais, o time de Rafael Sóbis e Gignac levou a sério a disputa e, na primeira fase, se classificou com a segunda melhor campanha entre todos os participantes.

Publicidade

Comprado pela gigante da construção civil Cemex em 1996, o clube esteve perto da falência e encontrou no dinheiro do cimento a possibilidade de se reerguer. Desde então, subiu de divisão no país, demonstrou sua força em território local e, aos poucos, investe mais forte no #Futebol a ponto de trazer nomes como o centroavante francês Gignac. Estando no Mundial ou não, o Tigres quer ser o primeiro time mexicano a conquistar a Libertadores, e terá o Inter pela frente a partir desta quarta. #Sport Club Internacional