Vem de um ex-jogador do clube uma voz lúcida em meio a um mar de #Crise que afunda o Guarani até o pescoço. Titular do Bugre em dois momentos distintos, primeiro entre os anos de 1995 e 1996, e depois entre 2001 e 2002, Marcelo Sangaletti tem uma opinião clara sobre as dificuldades que o seu ex-time enfrenta.

Em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil, o antigo capitão do time de Campinas relembrou épocas gloriosas do Guarani, criticou as gestões “apaixonadas” que dirigem os clubes brasileiros e apontou o grande culpado do momento vivido pelo Bugre. Confira abaixo.  

Blasting News Brasil: Na semana passada, ganhou força a possibilidade de o Guarani fechar suas portas.

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Na sua opinião, qual o grande responsável por essa crise?

Marcelo Sangaletti: Com certeza foi a má gestão de administrações anteriores.

BN: Mesmo com os problemas financeiros, o time segue jogando a série C. Como fica a cabeça do jogador nesse momento?

MS: Acredito que o responsável pelo clube, no caso o presidente, deve ter posicionado todos os funcionários e atletas a respeito da situação correta, deixando de ser apenas cogitado. A verdade é super importante nessa hora, mas com certeza traz insegurança, pois um clube para ser vencedor tem que estar alinhado em todos os setores.

BN: Você foi jogador do Guarani em duas oportunidades. Que lembranças você tem do seu tempo no Brinco de Ouro da Princesa?

MS: Fui atleta do Guarani em 1995 e 1996 pelo campeonato brasileiro e 2001 e 2002 pelo Rio-São Paulo e brasileiro.

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Me lembro da estrutura do Guarani desde 1987, quando jogava pelo XV de Jaú e as categorias de base do Guarani eram, com certeza, junto com São Paulo, as melhores do Brasil. Em 1995, a estrutura do Guarani era ótima, com um elenco de dar inveja a qualquer clube do Brasil. Tanto que em 1996 fizemos um campeonato brasileiro excelente, não sendo campeão por detalhes. Quando voltei, em 2001 e 2002, já estavam acontecendo alguns deslizes na parte financeira, mas sempre foi um clube que qualquer atleta gostaria de atuar.

BN: Os clubes brasileiros de um modo geral precisam mudar em quais aspectos para evitar crises como a que vive o Guarani?

MS: Qualquer clube brasileiro tem que ter uma gestão profissional e não uma gestão feita com paixão. O orçamento deve ser respeitado como qualquer empresa privada, independente da pressão da torcida. Além disso, é preciso ter profissionais capacitados e comprometidos em todos os setores do clube e principalmente um planejamento estratégico a ser seguido. No aspecto campo, ter profissionais, gestores, coordenadores, técnicos e sua comissão alinhada e capacitada para buscar o melhor para formar atletas, sustentando o elenco profissional a buscar títulos, atraindo o torcedor cada vez mais a estar presente no dia a dia do clube. #Entretenimento #Futebol