A paraibana Bethe “Pitbull” Correia não foi párea para a sensação Ronda Rousey no último sábado, dia 1º, quando as duas lutadoras disputaram o cinturão das pesos-galo no UFC 190. Ainda invicta e com o cinturão assegurado pelo menos até o próximo embate, a lutadora de MMA norte-americana parece ser quase impossível de ser parada no momento.

Mas será impossível mesmo? Para José Edgar de Matos, repórter da ESPN Brasil e especialista em MMA, há duas lutadoras brasileiras que despontam como esperança do país na modalidade feminina do esporte. Em entrevista ao Blasting News, o jornalista falou sobre as chances das brasileiras e sobre as possibilidades de alguém conseguir parar a incrível Ronda.

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BN: Apesar da derrota da Bethe, o Brasil possuí outras lutadoras importantes na modalidade, como a Cris Cyborg, por exemplo. Como você vê as chances das lutadoras brasileiras no MMA? Temos chance de ter uma “Anderson Silva” de saias no futuro próximo?

José Edgar de Matos: Chance sempre há. A Cyborg, antes de a Ronda surgir para o UFC, era a grande referência feminina do MMA. Até hoje muitos imaginam um confronto entre as duas, mas a questão do peso impede isso; fora questões de desacertos entre Cyborg e a direção do UFC. O Brasil também possui muitas lutadoras no universo feminino, inclusive dentro do UFC. Destaco a Claudinha Gadelha, que lutou no mesmo evento de Ronda e Bethe e terá a chance de conquistar o cinturão da divisão dos palhas contra a polonesa Joanna Jedrzejczyk - as duas já se enfrentaram, com vitória para a europeia em um duelo polêmico.

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BN: Mesmo enfrentando uma brasileira e no Brasil, Ronda conseguiu atrair boa parte da torcida para o seu lado. Ela também é um fenômeno com grande alcance midiático, atuando em campanhas de marketing e filmes de hollywood, entre outros projetos. Com todo esse apelo e sua impressionante força no octógono, alguém conseguirá pará-la?

José Edgar de Matos: Nenhum lutador é invencível e tivemos provas recentes no próprio UFC de que fenômenos também caem - só lembrar do próprio Anderson Silva, que possuía um patamar ainda maior que a Ronda e perdeu para alguém que ainda procurava espaço (Chris Weidman) no evento. Atualmente, na categoria dos galos, não vejo nenhuma com condições de encarar Ronda - tanto que o UFC colocará Miesha Tate pela terceira vez para enfrentar a campeã. Mas, com o legado que Ronda está traçando, o MMA feminino tem crescido cada vez mais. Com um maior número de lutas competitivas, melhor para o evento e 'pior' para Ronda, que sempre precisará evoluir para se tornar imbatível.

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Atualmente, apenas Cyborg poderia fazer frente, e tenho sérias dúvidas se conseguiria superar a fenomenal lutadora americana. Ronda se mostra mais completa a cada luta. Antes era elogiada pela capacidade de derrubar as adversárias e finalizar (geralmente com uma chave de braço). Contra Bethe, ela provou que joga em pé, tem punch e capacidade de nocautear. A cada dia ela é mais completa. #Mídia #Resenha Esportiva #Blasting News Brasil