Lewis Hamilton venceu pela sexta vez nesta temporada ao bater seu colega de equipe Nico Rosberg por 2 segundos, na chegada do Grande Prêmio da Bélgica. A Mercedes mostrou de novo não ter rivais à altura, uma vez que o 3º classificado, o francês Romain Grosjean, da Lotus, ficou a 37 segundos do britânico. A prova ficou marcada pelo domínio absoluto e autoritário de Hamilton, à imagem de provas anteriores como no Bahrain, mostrando que em situação normal de corrida continua dois passos à frente do colega alemão. Nota também para o furo de Vettel na penúltima volta, que perdeu assim a chance de ficar no pódio depois de uma corrida muito competente.

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A corrida ficou praticamente decidida na largada, quando Rosberg caiu do 2º para o 5º lugar. Na primeira volta, o inspirado mexicano Sergio Pérez (Force India) utilizou o poder do seu motor para se colocar ao lado de Hamilton na reta de Kemmel, mas o bicampeão não deu hipóteses na travagem para Les Combes. Nessa primeira volta, Vettel pulou da 9ª posição do grid para o 5º. Na outra Ferrari, Raikkonen aparecia nos lugares pontuáveis logo nas primeiras voltas, depois de largar da 17º posição.

Hamilton imprimiu um ritmo fortíssimo e sem erros; mais atrás, Rosberg utilizou a supremacia da sua Mercedes para voltar ao “seu” segundo lugar. Apesar de ter ganho 1 segundo a Hamilton durante o período de “safety car” virtual - necessário para remover o Red Bull de Daniel Ricciardo - o alemão não tinha mais hipóteses e teve de contentar-se, de novo, com uma derrota face ao seu colega e principal rival.

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Grosjean pressionou Vettel nas últimas voltas e viria a conquistar o pódio, não por ultrapassar a Ferrari mas por, como dizia Ayrton Senna, “estar no sítio certo” para beneficiar do furo que atrasou o tetracampeão alemão. Vettel referiu, após a corrida, estar extremamente desapontado com a qualidade dos pneus; se o furo tivesse acontecido alguns metros antes, na temível curva Eau Rouge, teria causado um acidente muito grave. Para o francês, foi um feliz regresso aos pódios, onde não estava desde 2013.

A Williams fez uma corrida discreta, enfrentando dificuldades inesperadas depois das suas boas performances no rápido circuito de Silverstone. Felipe Massa conseguiu mais uma vez demonstrar que é páreo para o jovem Bottas, ainda que não tenha conseguido bater Pérez para o 5º lugar. Além disso, com os problemas de Vettel, a escuderia britânica acabou por vencer o "desafio" particular com a equipe italiana. O final da prova ficou também marcado pela “cavalgada” do russo Kvyat (Red Bull), rumo ao 4º lugar.

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Um pouco mais atrás, Nasr perdeu a luta interna da Sauber, ficando no 11º lugar. Quanto às McLaren-Honda, mais uma vez não deram notícia, limitando-se a bater as duas Manor, com Alonso na frente de Button.

No campeonato, Hamilton lidera Rosberg agora com 28 pontos de vantagem, dando mais um passo firme no sentido do tricampeonato. Felipe Massa é 4º classificado, em igualdade de pontos com seu antigo colega de equipa Kimi Raikonen. Felipe Nasr é 13º, com 16 pontos. #Automobilismo #Resenha Esportiva