A noite do dia 27 de outubro de 2004 está marcada como uma das páginas mais tristes da história do #Futebol brasileiro. O que era para ser apenas mais uma rodada do Campeonato Brasileiro transformou-se em uma tragédia que até hoje gera muito mais perguntas do que respostas. Antes do jogo, São Paulo e São Caetano sabiam que se encontrariam no Morumbi para brigar pelas primeiras posições na tabela. No fim, brigaram juntos pela vida de um jogador. Em vão.

Aos 14 minutos do segundo tempo, com a partida ainda empatada em 0x0, Serginho, zagueiro do clube do ABC paulista, caiu no gramado. No movimento de sua queda, o atacante são-paulino Grafite tropeçou no corpo do adversário.

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Aparentemente, uma lesão simples como tantas que ocorrem em um jogo de 90 minutos. Mas os segundos que se passaram demonstravam o quanto aquela noite ainda reservava de apreensão.

Um dos primeiros a se aproximar de Serginho estendido no solo, o goleiro Sílvio Luiz logo percebeu a gravidade da situação e fez sinais para que a ambulância logo invadisse o campo para prestar socorro ao companheiro. Os médicos de ambos os times rapidamente identificaram o mal súbito e tentaram reanimar o atleta com respiração boca a boca e massagem cardíaca.

Inconsciente, Serginho foi levado do estádio do Morumbi para o hospital São Luiz, mas morreu 40 minutos depois de dar entrada no local. Ainda no gramado, o médico são-paulino José Sanchez, um dos primeiros a socorrê-lo, deu indícios da gravidade do caso.

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“De todas as maneiras possíveis nós tentamos reanimar o Serginho. Só que ele já não tinha mais pulso. Tivemos que rapidamente fazer o encaminhamento ao hospital”, explicou o médico.

Também no gramado, o goleiro Sílvio Luiz e companheiro de time do zagueiro deu informações importantes que mais tarde serviriam para explicar os motivos que levaram Serginho a morte. Sílvio contou que alguns exames de rotina feitos durante a pré-temporada do São Caetano indicaram alterações cardíacas no defensor.

“Já estava sendo realizado tratamento com o Serginho no coração. Mas o que se sabia é que o risco de acontecer alguma coisa era de 1%. Isso foi descoberto nos exames de rotina que os jogadores sempre fazem”, revelou.

Serginho era casado com Helaine Castro, com quem teve o filho Paulo Sérgio, que tinha 4 anos na época da morte do pai. #Blasting News Brasil