O São Paulo não jogou mal, o Santos não foi brilhante, mas o 3 a 0 foi absolutamente justo na bela partida de futebol que assistimos quarta na Vila Belmiro, a que já foi de Pelé, Robinho e Neymar, e hoje é de Gabriel, Ricardo Oliveira e cia. O time de Dorival Jr. alcançou a significativa marca de 7 vitórias consecutivas em seus domínios, marca essa alcançada jogando um bom futebol e que coloca o alvinegro praiano em condições de brigar por G-4, G4 esse ocupado pelo São Paulo hoje, mas que ensaia uma briga das mais interessantes até o fim da competição. Dito isso, vamos ao jogo.

A partida se iniciou parelha, com os dois times imprimindo bastante velocidade.

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O Santos seguro na defesa, nem de longe lembrava o do início do brasileiro. Seguro, mas sem abrir mão de agredir a defesa são-paulina. Apesar do bom ritmo apresentado pelas duas equipes, o jogo seguia sem grandes emoções até a cobrança de falta do lateral Zeca (que fez uma bela partida por sinal) resvalar na cabeça de David Braz e matar o goleiro Renan Ribeiro. Gol do Santos.A partir daí, o que se viu foi um time santista que sabia o que queria no jogo, e o que fazer para chegar lá. Bobeada da defesa do São Paulo (aliás, o que que é isso Reinaldo?!) e bela batida de Rafael Longuine, seca, bola morta no canto esquerdo da meta tricolor. 2 x 0, e o São Paulo seguia inofensivo, à exceção de uma bela cabeçada de Rogério, que deu oportunidade à Vanderlei de mostrar que estava no jogo. O primeiro tempo terminou assim, com um Santos eficaz e seguro.

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Um São Paulo que tinha posse de bola, mas que pouco produziu. Ganso e Pato, bem marcados, pouco puderam fazer ou tentar.

O segundo tempo voltou com um Santos ligado, vivo. E o São Paulo? Boa troca de passes, excelente cruzamento e gol! De quem? Não podia faltar o dele, o tio mais querido da Vila, o artilheiro do campeonato, Ricardo Oliveira. Em terra de meninos da Vila, nosso artilheiro veterano desfila como um Peter Pan, incansável, imparável, um verdadeiro garoto de 35 anos, se é que ele envelheceu. O jogo se arrastou pelo restante do segundo tempo, tendo como mencionável apenas um chute de Michel Bastos no travessão e... ineficácia são-paulina.

Que Osório tem boas idéias e é bem intencionado todos nós sabemos. Que o desmonte da gestão Aidar, cedo ou tarde cobra seu preço, idem. O que vimos ontem, entretanto, foi um Santos superior, e um São Paulo que quer ser esse Santos, na essência e no futebol ofensivo, no apanhado de meninos que jogam futebol, mas Osório ainda não chegou lá. Se chega? Talvez, ainda há tempo. A grande questão é que Osório sonha com um time de meninos, não na idade, mas na vontade, na sede pelo gol, meninos que joguem como gente grande, mas que sejam... meninos! Que bebam na fonte de Ricardo Oliveira, um menino, um Peter Pan alvinegro. #Campeonato Brasileiro