Em campo, alheio ao grave escândalo de arbitragem, o Brasileirão apresentava uma das edições mais equilibradas da história com a empolgante disputa pela ponta de cima da tabela entre #Corinthians e Internacional. De um lado, todo o poderio financeiro da MSI e de jogadores como Tevez, Nilmar e Carlos Alberto. Do outro, a bravura e a competência do trabalho de Muricy Ramalho no comando de um qualificado grupo, que tinha em Fernandão sua maior liderança.

No sábado, dia 1° de outubro, o Inter dormiu líder. No domingo, acordou em segundo. Zveiter, pressionado, convocou nova entrevista coletiva e anunciou a anulação dos 11 jogos apitados por Edílson, que insistia em afirmar que não havia interferido em nenhuma destas partidas, mesmo confirmando sua participação no esquema do empresário Gibão.

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Os gaúchos, que lideravam com 51, perderam os três pontos da partida vencida contra o Coritiba, apitada por Edílson, e que teria que ser jogada outra vez. Com isso, o time voltava aos 48. Como o Corinthians havia perdido os dois jogos que havia feito sob comando do árbitro comprado, para São Paulo e Santos, ele mantinha os seus 50 pontos e ainda teria a possibilidade de sair em vantagem com a remarcação dessas partidas, o que de fato veio a se concretizar, com um empate e uma vitória nos novos duelos.

Como se já não bastasse toda a polêmica extracampo, Corinthians e Inter ainda protagonizaram um duelo marcado por um grave erro de arbitragem. Dessa vez, exclusivamente dentro de campo. No dia 20 de novembro, em uma das últimas rodadas do campeonato, paulistas e gaúchos se enfrentavam no Pacaembu separados apenas por três pontos, que foram mantidos a favor do Timão após o empate em 1x1 graças ao erro de Márcio Rezende de Freitas em não assinalar pênalti claríssimo do goleiro Fábio Costa no colorado Tinga.

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Na última rodada, o Inter resolveu comemorar o título no gramado do Couto Pereira, no Paraná, mesmo com a derrota por 1x0 para o Coritiba e com a conquista do Corinthians, que, pela nova tabela, havia sido o campeão. A pedido da diretoria, jogadores festejaram com a torcida e comemoraram um título que não veio. Mas era um presságio para o ano seguinte. E, em 2006, todos sabem o que aconteceu. #Corrupção #Corrupção no futebol