Edílson Pereira de Carvalho sofre para recomeçar. Nunca negou que sua maior fonte de renda era a arbitragem. Pivô da crise de manipulação de resultados que manchou o Campeonato Brasileiro de 2005, Edilson não somente foi preso como teve toda a sua carreira como juiz arruinada. Anos depois, lançou um livro sem muito destaque. Investiu em uma máquina de sorvete, que também não vingou.

Passou a viver de bicos. Hoje, mora com a mãe, numa casa simples em Jacareí, interior de São Paulo. Como se não bastasse o desemprego, Edilson ainda trava uma batalha com a ex-mulher Márcia nos tribunais. O ex-árbitro entende que deve receber um valor mensal pelo imóvel em que ela ainda mora com Mariana, filha do casal.

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Por sinal, a separação com a mulher rendeu outro capítulo polêmico na vida de Edílson. Em 2013, ela registrou ocorrência contra o marido alegando ameaças e tentativas de agressão. Márcia chegou a afirmar que o marido o ameaçava com um revólver e que tinha o hábito de efetuar disparos na casa que dividiam.

Em entrevistas posteriores, ele chegou a admitir os tiros, mas alegou que foram dados quando a mulher e a filha estavam fora. Foi mais além: garantiu que havia tentado suicídio, mas desistiu no último instante.

“Eu estava bem desanimado e tinha bebido, acabei dando um tiro na parede. Depois eu apontei a arma para mim, mas desisti e só atirei no porão. Me arrependo de não ter feito”, contou. Após o episódio, Márcia procurou a Justiça, que a partir de então impediu Edílson de se aproximar dela por uma distância de no mínimo 100 metros.

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Futebol também passou a ser algo distante na vida de Edílson. O que antes era o seu ganha-pão virou outro tormento em sua rotina. Assistir partidas, só se for dos campeonatos europeus. Em uma caixa, tinha guardado em fita a maioria dos jogos em que apitou. Certa feita, em um surto de raiva, levou-a a um mato qualquer e ateou fogo. Por mais que queira, não vai se livrar do passado. #Corrupção #Corrupção no futebol