Nada é capaz de deter Novak Djokovic. No domingo (13), o sérvio provou por quais razões é o melhor jogador do planeta ao derrubar todos os obstáculos que apareceram pelo caminho até o título do US Open. Um deles se chamava Roger Federer, campeão do Aberto dos Estados Unidos por cinco ocasiões seguidas. Federer, aliás, sequer havia perdido um set em sua trajetória até a final do torneio, o que demonstra a perfeição alcançada por Djokovic.

Djokovic usou as dificuldades ao seu próprio favor. Ainda no primeiro set, sofreu uma violenta queda no centro da quadra ao tentar rebater um voleio curto de Federer. Ao cair, sofreu arranhões no cotovelo e na mão.

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Chegou a sangrar. Em uma das viradas de lado, recebeu atendimento médico e agiu como se nada tivesse acontecido. Sequer voltou a olhar para os locais dos hematomas. Como se não bastasse, ganhou o set em 6/4.

Na segunda parcial, Roger Federer mostrou por que ainda é Roger Federer. Que nunca se duvide de que ainda corre sangue em suas veias. Aos 34 anos, jogou como se estivesse no início da brilhante carreira e fechou em 7/5 depois de quebrar o serviço do sérvio, levando ao delírio milhares de norte-americanos que lotaram a Arthur Ashe Stadium – e que em nenhum momento esconderam a preferência pelo suíço.

Por mais que estivesse desconfortável com a situação, e seria natural que assim fosse, Djokovic soube lidar com a torcida contra. Não xingou, não encarou torcedores, não berrou e não perdeu o foco no seu jogo.

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Soube tirar motivação de um ambiente negativo e elevar seu nível a um jogo praticamente imbatível. Federer, em seu interior, sabia que não tinha mais de onde tirar nada para bater a fortaleza à sua frente. Em duplo 6/4, Djokovic fechou os dois sets seguintes e garantiu o bicampeonato nos #EUA, onde já havia vencido em 2011.

No final, ainda sobrou espaço para reverências. Quando poderia reservar-se apenas a falar de si e de sua nova conquista, Novak fez questão de prestar um verdadeiro tributo a Roger Federer, cabisbaixo e frustrado na cerimônia de premiação.

“Sem dúvidas, é uma temporada verdadeiramente incrível. Após 2011, diria que essa é a melhor de toda a minha vida. Hoje sou pai, sou casado, acredito que desfruto mais de tudo isso. Até dira que sou uma pessoa mais “doce”. E os resultados me motivam a continuar. Divido minha admiração por Federer, por tudo o que ele fez pelo #Tênis e pela forma como ele me obriga a jogar para vencê-lo. Não posso baixar o nível nunca”, disse o campeão.

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O alto nível de concentração de Djokovic na grande final pode ser traduzido em alguns números. Das 23 oportunidades de quebra de serviço de Federer, o sérvio conseguiu salvar 19. Nos pontos importantes, ele mostrou por que é o número um do mundo. Com o título, Nole chegou ao 10° Grand Slam na carreira. No atual circuito, perde apenas para Rafael Nadal (14) e Roger Federer (17). Das grandes conquistas, Djokovic não tem apenas os trofeus de Roland Garros e do Masters 1000 de Cincinnati. Não há como duvidar que vai conseguir. #UsOpen