Enquanto a Seleção Brasileira de Futebol estreia nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, a ser disputada na Russia, algo estranho acontece. Diferentemente do que acontecia em anos anteriores, não há aquele movimento dos brasilieiros para acompanhar a 'Seleção Canarinho'. Mas aonde foi parar todo esse amor?

É claro que as últimas campanhas vexatórias nos dois últimos torneiros disputados pelo Brasil - Copa do Mundo e Copa América - afastaram o público dos televisores e rádios. Mas o 7x1 para a Alemanha e a desclassificação para a fraca seleção paraguaia foram apenas gotículas em um oceano.

O início do distanciamento dos brasileiros com a Seleção teve início após o tetracampeonato, conquistado em 1994, nos Estados Unidos.

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Um time que tinha Romário, Bebeto, Taffarel e o próprio Dunga (atualmente técnico do Brasil) e companhia, que jogavam com o coração acima de tudo.

Após o quarto título Mundial de futebol, os jogos da Seleção passaram a ser mais atraentes, principalmente para os patrocinadores e dirigentes. Aos poucos, o Brasil passou a jogar cada vez menos em nosso país e os atletas transferidos cada vez mais para outros países, principalmente para a Europa. Iniciou-se, assim, a 'europização' da #Seleção Brasileira.

O uniforme verde-amarelo começou a desfilar mais pelos gramados europeus, asiáticos e até africanos do que nos tupiniquis. Além disso, o grande número de jogadores que atuavam - e atuam - no velho continente, fizeram com que o torcedor brasileiro perdesse cada vez mais a sua identificação com a 'Seleção Canarinho'.

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Houve convocações em que apenas jogadores que atuavam na Europa foram chamados.

O brasileiro, sempre apaixonado por futebol, jamais deixaria um resultado vexatório tirar sua paixão pela Seleção, mas o distanciamento que os dirigentes propuseram o fez.

Apesar da baixa qualidade técnica apresentada nos campeonatos locais, o torcedor brasileiro se demonstra cada vez mais apaixonado pelo seus clubes de coração e menos pela Seleção. Vide as altas médias de públicos apresentadas por Palmeiras, Corinthians, Flamengo, entre outros, com suas - ou não tão suas - novas arenas e o baixo em jogos do Brasil.

É possível que a Seleção reconquiste o coração do torcedor? Sim, é, mas será preciso que os atletas demonstrem em campo que ainda há amor a camisa. Recuperar algo que ficou perdido com a 'europização' do futebol canarinho é outro caminho e botar em prática o velho estilo brasileiro de jogar futebol, o futebol arte.

Acrescentem a isso, o aumento no número de jogos disputados dentro no país. Já que o Governo gastou bilhões em novas arenas, é hora de aproveitar e não apenas em jogos das Eliminatórias, os amistosos também.

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Por fim, a convocação de jogadores que atuam no futebol nacional, atletas identificados com seu torcedor e que qualquer um que acompanhem o futebol o conheçam.

Mas, acima de tudo, é preciso que os dirigentes se preocupem mais com o interesse do futebol brasileiro, do que com os próprios. O futebol no Brasil vive uma crise, dentro e fora de campo, é necessário que a reconstrução dele parta desde a base até o profissional e, assim, voltar a conquistar títulos e, consequentemente, o amor do torcedor brasileiro. #Opinião #Blasting News Brasil