26 de novembro de 2005. A data que jamais sairá da cabeça dos torcedores gremistas também nunca será esquecida por Mano Menezes, comandante da epopéia gremista no acesso à Série A conquistado sobre o Náutico, nos Aflitos, com 7 jogadores em campo. Em #entrevista ao Bola da Vez, da ESPN Brasil, o atual técnico do Cruzeiro relembrou a tarde gloriosa que viveu no Recife.

"Não foi um jogo. Foi um acontecimento. Foi algo tão forte que agora quando fui fazer o curso da Uefa em Portugal, as pessoas queriam saber o que tinha acontecido naquele dia. Eu disse aquilo que foi mesmo: fomos escolhidos para viver aquele momento. Fizemos por merecer.

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Aquilo não tem nada a ver com tática de #Futebol", recorda Mano.

A façanha gremista, batizada por Batalha dos Aflitos, logo virou DVD e se transformou em uma das páginas mais heroicas da gloriosa história gremista. Sincero, Mano refutou qualquer mérito tático ou estratégia para alcançar aquele resultado. Depois que Galatto defendeu o último pênalti, o meia Anderson ainda encontrou forças para dar uma bela arrancada e fazer o gol da vitória gremista por 1x0.

"Não existia tática nenhuma. Com 7 jogadores em campo não tem estratégia. Eu lembro que eu tinha Galatto no gol, Marcelo Costa de lateral-direito, Pereira e Marcelo Oliveira na zaga e Lucas Leiva na lateral, Sandro Goiano e Anderson, mais nada. Então não existe como falar taticamente. Só tínhamos um jogador capaz de pegar aquela bola e fazer aquilo: o Anderson.

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Que eu falo assim, é vileiro, é de rua, pega a bola e vai", conta.

Sobre Anderson, autor do gol da histórica vitória gremista comandada por Mano, o técnico contou uma interessante história envolvendo o jogador naquela mesma Série B de 2005.

"Anderson, comigo, demonstrou ter grande caráter. Ele foi levado para a seleção sub-17 do Brasil e voltou machucado para Porto Alegre. E ele entrou sem condições de jogo na reta final da Série B. Quando melhorou, botei ele contra a Portuguesa em casa e tirei no intervalo. Depois, contra o Santa Cruz, no Olímpico, poderíamos nos classificar e seria o último jogo dele pelo #Grêmio, já que estava vendido ao Porto. Para a torcida não ficar pedindo sua entrada desde os 5 minutos, propus a ele que ficasse escondido no vestiário e entrasse quando chamássemos. Ele topou".