O Brasil arrancou um empate contra a Argentina, em Buenos Aires, pela 3ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo da Rússia em 2018. A partida, realizada no Monumental de Nuñez, terminou empatada em 1x1 e, como em quase todos os clássicos envolvendo as duas seleções, foi marcada por muita catimba.

Realizando um primeiro tempo apático, o Brasil foi totalmente dominado pelos argentinos, que não tiveram dificuldade em abrir o marcador. Após jogada de Di María, a bola foi lançada para Híguain, que achou Lavezzi sozinho na pequena área brasileira. O argentino, entre dois defensores brasileiros, só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo do gol.

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Após abrir o placar, a seleção argentina continuou melhor na partida e teve outras boas chances de ampliar. Desfalcada de três dos seus principais jogadores (Messi, Agüero e Tevez), a vitória era um excelente resultado para a Argentina, que continuou, na base mais da raça do que da técnica, buscando o gol até o final do primeiro tempo.

Para a jornalista Manuela Cavalcante, a má atual do Brasil no primeiro tempo se deve ao erro na escalação do técnico Dunga.

“O Brasil teve o seu meio de campo totalmente dominado pela Argentina no primeiro tempo, muito por conta de um erro do técnico Dunga, que não soube armar o time brasileiro para ganhar este setor do campo. Três jogadores (Lucas Lima, Willian e Neymar), estavam tentando fazer praticamente a mesma função, que era cair pelas pontas, mas eram barrados pela forte marcação adversária.

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Como a bola não chegava, Ricardo Oliveira ficou muito isolado na frente”, avalia Manuela.

“Faltavam jogadores para ocupar o meio, e, com isso, marcar os argentinos na saída de bola deles. Se a Argentina estivesse com os seus principais jogadores, acredito que terminaria o primeiro tempo vencendo por dois ou mais gols de diferença, tamanha foi a letargia dos brasileiros”, afirma a jornalista.

Brasil melhora no segundo tempo e arranca empate

O segundo tempo começou com a Argentina pressionando, chegando a meter uma bola na trave. No entanto, ao perceber que o Brasil ainda fazia uma péssima partida, Dunga realizou uma importante alteração, que mudou a cara do jogo. Ao substituir Ricardo Oliveira por Douglas Costa, o técnico brasileiro mudou o sistema tático, optando por jogar sem um homem referência na área e povoando mais o meio de campo.

A mudança de Dunga não demorou muito para surtir efeito. Após belo lançamento de três dedos de Daniel Alves, Douglas Costa cabeceou fortemente a bola, que bateu no travessão e sobrou para Lucas Lima bater de primeira para empatar a partida.

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O gol de empate levantou a moral do time brasileiro, que passou a atuar melhor no jogo.

Logo após o gol, Dunga realizou outra boa mudança ao tirar Lucas Lima e colocar Renato Augusto. A entrada do jogador deu mais consistência ao meio de campo do Brasil e fez com que outros jogadores se soltassem mais na partida, como Elias e Willian, que levaram perigo a meta argentina.

“As entradas de Douglas Costa e Renato Augusto consertaram o erro de Dunga. Ambos os jogadores marcam forte no meio e sabem sair jogando. A argentina não contava com a mudança no esquema tático brasileiro e se perdeu no segundo tempo, passando a ser dominada, sem saber como retomar as armações de jogadas para furar o bloqueio brasileiro”, diz a jornalista Manuela Cavalcante.

Expulsão e fim de jogo

No final da partida, David Luiz perdeu a cabeça e acabou sendo expulso após cometer duas faltas bobas em menos de três minutos. Com um homem a mais, os argentinos ainda tentaram marcar o gol da vitória, mas não obtiveram sucesso. O jogo acabou mesmo empatado por 1x1. #Futebol #Futebol Internacional #Seleção Brasileira