Na 1ª semana de novembro, circulou de forma constante no Facebook, a postagem sobre uma tragédia que está relacionada a uma paixão mundial, que só deveria trazer alegrias e fortes emoções em pessoas de todo o mundo, a saber, o futebol. Mas não foi nada disso que ocorreu no último trimestre do ano passado, quando pai e filho, torcedores do tradicionalíssimo clube da Roma na Itália, morreram de forma inesperada e triste, após uma partida do time de coração. 

Apesar do fato ter sido em 2014, ele continua vivo até agora na forma viral em que a notícia toma proporções diante da sociedade, comprovando que o futebol pode ser muito mais do que um esporte, para alguns, chega a ser uma religião e, para outros, uma forma de mostrar paixão e devoção a uma causa.

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Tudo aconteceu em um dia que poderia ser como outro qualquer no país da bota, onde um típico pai italiano, chamado Stefano, que tinha 38 anos, junto com Cristian, seu filho de 7 anos de idade, despertaram e partiram rapidamente rumo ao estádio em que seria disputada uma partida pela Champions League diante do Bayern da Alemanha. Era comum a dupla ir até em outras cidades acompanhando o time da Roma, mas, desta vez, pai e filho foram vítimas de um acidente que provocou a morte de ambos.

Stefano e Cristiano, retornando após o final do jogo em uma scooter, sofreram a batida violenta de um automóvel que estava trafegando na contramão, espatifando-se contra os dois. O pai morreu instantaneamente e o filho em poucas horas, já no hospital. Semanas posteriores ao ocorrido, o clube romano teve a terna idéia de estender um convite para que a viúva de Stefano e mãe de Cristian, que se chama Luana, junto com a sua garotinha de nome Michelle, fossem ao estádio no intuito de assistir um jogo da Roma. 

Luana, por razões claras, mostrou-se relutante em aceitar o convite; entretanto, ela cedeu e foi até ao estádio.

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O mais surpreendente vem agora, pois a viúva ficou atônita com a homenagem belíssima e para lá de emocionante que presenciou. A Roma, ao jogar contra o Sampdoria, na cidade de Gênova, fez com que os seus jogadores entrassem em campo vestidos com camisetas apresentando uma foto de Stefano e Cristian, pai e filho mortos dias antes no acidente. 

Enquanto isso, a torcida rival do Sampdoria empunhava faixas de consternação e apoio aos membros restantes da família. No telão do estádio, passavam ininterruptamente as memórias visuais do marido e do filho. O que se ouviu foram estrondosos aplausos; os colaboradores da Roma também trajavam as camisetas com as fotos. Houve o tradicional 1 minuto de silêncio antes do início da partida e o clube, em uma nota à imprensa, relatou que era o menor dos atos que poderia fazer diante do amor de pai e filho pela Roma e que a viúva, na realidade, nunca estará solitária com uma grande família como a que ela tem agora. 

Em certa ocasião, o técnico Mano Menezes, aqui mesmo no Brasil, falou, após uma derrota do seu time, que: “os deuses do futebol estão lá no alto e sabem bem dirigir o #Comportamento de cada um.

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Vamos esperar o que os deuses vão fazer”. Infelizmente, Mano estava errado, pois as ondas de racismo no futebol, brigas nas arquibancadas, juízes e jogadores se duelando, além dos escândalos na Fifa, provam que esses mesmos deuses, talvez, só tenham acertado nessa justa homenagem da Roma, que é uma lição de amor. #Europa #Futebol Internacional