Focado na Libertadores e com alguns problemas para acertar o elenco (principalmente no ataque), o #Corinthians enfrentou dificuldades no início do 'brasileirão' (principalmente nos jogos que ficavam entre as rodadas da Libertadores), tendo assim uma campanha bem oscilante no início do campeonato.

Após ser eliminado pelo Guarani do Paraguai (já na fase mata-mata da competição), o Corinthians conseguiu obter uma evolução considerável no #Campeonato Brasileiro. Evolução esta que foi “barrada” com a saída de um dos ícones da equipe (Paolo Guerrero) para o Flamengo, e acabou por ressurgir com a boa fase do atacante Luciano.

Um pouco de azar

Embalado com a boa fase se Luciano, o Corinthians conseguiu assumir a liderança do campeonato na 18ª rodada.

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Contudo, no último jogo do primeiro turno (contra a equipe do Avaí), Luciano acabou por sofrer uma contusão no joelho e foi obrigado a abandonar a equipe por todo o resto do campeonato, trazendo novamente à tona o problema que a equipe parecia ter resolvido em relação ao ataque.

A sombra da arbitragem

Mesmo com as acusações de que a equipe foi beneficiada com os erros de arbitragem (principalmente no fim do primeiro turno), o Corinthians não se deixou levar por provocações e manteve o foco nas partidas, mantendo assim o seu alto nível de futebol em todos os momentos do campeonato, comprovando que realmente era um forte candidato ao título da competição.

O toque do mestre

Vendo que a equipe iria sofrer com um ataque que não funcionava, Tite se viu estimulado a arranjar uma equipe que funcionasse de acordo com a força de seu meio de campo, e foi exatamente o que ele fez.

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Com uma formação ousada e ao mesmo tempo inteligente, Tite fez com que a equipe do Corinthians se arranjasse e conseguisse barrar as oscilações de rendimento (presentes na maioria dos clubes do campeonato) e se mantivesse na liderança absoluta do 'brasileirão'.

Para uma equipe marcada pela sua forte defesa, era difícil pensar em uma máquina de fazer gols. Eis que, então, surge a ideia brilhante de apostar na velocidade da equipe (no contra-ataque) e no toque de bola, com um meio de campo habilidoso e versátil. Tite não só fez a equipe “funcionar”, como também permitiu a evolução de alguns jogadores da equipe, que não eram queridos pela torcida.

Apesar de também sofrer com as contusões neste fim de campeonato (principalmente com os desfalques de Uendel e Fagner, destaques tanto na defesa, quanto no ataque), o Corinthians se manteve tão bem focado em sua logística de jogo (focada no meio de campo), que conseguiu ajustar bem as peças de reposição na equipe titular.

Nos braços da galera e apoiados pelos números

A equipe mais estável do campeonato, com a melhor defesa da competição, maior número de vitórias e menor número de derrotas não poderia deixar de ser destaque também em sua torcida.

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A fiel torcida apoiou o time mesmo em momentos difíceis (como quando eliminado na Libertadores), mostrando sua importância e contagiando os jogadores (até mesmo em partidas que o clube não era o mandante, como no jogo contra o Atlético-MG, pela 33ª rodada do campeonato).

Na próxima rodada (quando enfrentará o Coritiba, em sua arena) a equipe pode se sagrar campeã e comemorar junto com sua torcida (o que seria de grande merecimento). Se conseguir o feito, o Corinthians irá se sagrar campeão com uma das campanhas de melhor aproveitamento da história dos pontos corridos, além de mostrar toda sua superioridade em relação às outras equipes que disputaram o campeonato.

Ao que parece, o segredo do Corinthians foi a eliminação das oscilações de rendimento.