Quando Vitinho marcou o único gol da vitória do Internacional nesse sábado, 07, os jogadores da Ponte Preta explodiram em reclamações com o juiz da partida, Ricardo Marques Ribeiro, porque viram uma falta de Fair Play no lance do adversário: Alexandro, centroavante da Macaca, colocou a bola para fora quando o seu companheiro, Biro Biro, caiu no chão sentindo cãibras. Na hora de cobrar o lateral, William, do Inter, colocou a bola em jogo naturalmente, sem devolver ao adversário - comportamento considerado normal nessas situações, graças ao Fair Play da FIFA.

Porém, esse caso faz necessário a retomada da discussão sobre o que é o Fair Play e quando ele deve ser utilizado.

Publicidade
Publicidade

Em primeiro lugar, ele não é uma regra. Por isso, o árbitro da partida respondeu às reclamações da equipe paulista alegando que não poderia fazer nada. De fato, a devolução ou não da bola nesse caso cabia completamente ao Internacional. Isso porque, o Fair Play é apenas uma série de recomendações da entidade maior do #Futebol para facilitar a condução e a boa conduta dentro de uma partida de futebol, além de impedir que o jogo recai em discussões infundadas em situações polêmicas.

Assim, a FIFA tenta ensinar aos seus atletas algumas pequenas diretrizes de como agir em momentos do gênero e incentivar a boa convivência no esporte.

O segundo ponto importante nesse caso é perceber que, em momento algum, o jogador da Ponte Preta foi obrigado a parar o lance. Mesmo com o seu companheiro caído, a partida poderia seguir sem problemas, tanto que Ricardo Marques não mandou a bola parar, ação comum quando um jogador precisa ser atendido.

Publicidade

É importante levar em consideração esse detalhe, já que Biro-Biro, teoricamente lesionado, saiu correndo logo após sair de campo. Argel Fucks e seus comandados agiram conforme suas intuições, buscando velocidade em uma partida que necessitavam muito da vitória.

É sabido que, no futebol brasileiro, é muito comum que um jogador tente ganhar tempo criando algumas pequenas lesões quando quer segurar o placar e, inegavelmente, um empate em Porto Alegre contra o Internacional é um bom resultado para qualquer equipe. Mesmo que não se possa afirmar que a Ponte Preta estava apenas tentando ganhar tempo, esse conhecimento explica a ação dos colorados, que queriam acelerar o jogo a qualquer custo.

Então, é importante que se entenda essa situação por completo e se reconheça quando o Fair Play, uma importante arma para o bom convívio no futebol, deve ou não ser respeitado. O mais importante nessas situações é o reconhecimento de que ele não é uma regra, e que não respeitar ela não significa uma violação do jogo

Confusão

Depois do apito final, os jogadores da Ponte Preta correram atrás de Argel Fucks, treinador colorado, com clara intenção de agredi-lo.

Publicidade

As imagens foram muito feias e acabaram com uma briga generalizada nas portas dos dois vestiários. O comandante do Inter foi obrigado a correr, protegido por alguns de seus atletas, para o vestiário dos donos da casa. Por essas e outras que é fundamental que se entenda no futebol quando se deve ou não obrigar que o Fair Play entre em ação. Não é cabível que um esporte profissional registre cenas tão feias como as protagonizadas pelos Paulistas.

Entrevistado após a partida, Argel foi direto na sua opinião sobre o caso quando disse que "quem deu autorização foi o árbitro. Ele (Biro Biro) deu um pique para o meio do campo para entrar na partida, e ninguém reclamou. A partir do momento que o William jogou o lateral, nenhum jogador reclamou. Depois de 15 toques na bola, a gente continuou fazendo a jogada. Em momento nenhum foi fair play. Até me pareceu antijogo. A Ponte Preta não tomou o gol pelo lateral." #Sport Club Internacional #Campeonato Brasileiro