O grito que já estava há algumas rodadas preso na garganta finalmente foi solto. Na noite desta quinta-feira (19), o #Corinthians tornou-se oficialmente o campeão brasileiro de 2015 ao empatar em 1x1 com o Vasco, em São Januário, e ver o Atlético-MG, único rival que ainda o ameaçava, perder por 4x2 para o São Paulo, no Morumbi. Com 78 pontos, o time paulista abriu 13 de vantagem ao Galo e não pode mais ser alcançado nos três jogos que faltam.

Com a conquista, o clube se tornou hexacampeão nacional, já que havia vencido as edições de 1990, 1998, 1999, 2005 e 2011. O Corinthians se igualou ao São Paulo como os maiores vencedores do #Campeonato Brasileiro, que mudou o seu formato a partir do ano de 1971.

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Em campo, muita expectativa rondava o duelo desta noite em São Januário. Ao passo que o Corinthians via uma nova oportunidade de firmar o título, o Vasco lutava e depositava suas últimas fichas para tentar escapar da zona do rebaixamento. Depois de um primeiro tempo morno, sem muitas chances de gol e com grande nervosismo de ambos os lados, o segundo tempo esquentou e o duelo ganhou em alternativas de ataque.

O capitão vascaíno Rodrigo acabou sendo expulso após uma falta em Malcom, mas, curiosamente, foi com apenas 10 jogadores em campo que o clube da Colina passou a oferecer mais perigo. Em uma jogada rápida pela esquerda, Nenê serviu o lateral Júlio César, que tocou por baixo de Cássio e abriu o placar para o Vasco.

Como o Atlético-MG chegou a estar ganhando por 2x1 do São Paulo no Morumbi, o Corinthians precisava no mínimo igualar o resultado dos atleticanos.

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Mas, logo na sequência, o tricolor paulista virou para 4x2 e o Timão estava automaticamente com o título independentemente do seu próprio resultado. Mesmo assim, foi para cima e chegou ao empate em um gol de cabeça de Vagner Love.

Tite, o diferencial

A grande estrela da caminhada do Corinthians rumo ao seu sexto título brasileiro não calça chuteiras e nem entra em campo. É do lado das quatro linhas, munido do seu estilo social sempre impecável, que Tite se transforma no grande condutor do time merecidamente campeão.

Depois de duas amargas eliminações no primeiro semestre, primeiro nas penalidades máximas contra o Palmeiras na semi do Paulistão, e depois nas oitavas da Libertadores diante do Guaraní, do Paraguai, Tite soube como poucos remotivar o elenco e reconstruir a equipe depois de tantas peças perdidas.

Os ídolos Paolo Guerrero e Emerson Sheik fizeram as malas e foram para o Flamengo. Fábio Santos, lateral-esquerdo titular e um dos capitães do time, foi para o #Futebol mexicano.

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Os desfalques não atrapalharam a caminhada do time paulista, que soube se fortalecer no momento certo e justificou o seu primeiro posto na tabela tendo os melhores indicadores possíveis, tais como o melhor ataque, a melhor defesa e o time mais disciplinado.

Perguntado, ainda no gramado de São Januário, sobre quem era o Tite, o próprio resumiu apontando para a torcida: "Eu sou apenas mais um louco no meio do bando de loucos".