David Goffin sabia que era a sua última oportunidade. Sobre os seus ombros, o sonho da Bélgica em vencer em casa e conquistar pela primeira vez a Copa Davis. Sacando para salvar um match point, resolveu atacar. Balançou o adversário e subiu à rede. O que havia feito até ali naquele ponto seria suficiente para vencê-lo contra grande parte do circuito. Mas do outro lado quem estava era Andy Murray. Com um lob incrível de esquerda, o britânico superou Goffin e devolveu o título da Copa Davis à Grã-Bretanha 79 anos depois.

Disputado no saibro de Ghent, na Bélgica, o confronto final da Copa Davis de tênis em 2015 começou extremamente equilibrado.

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Na sexta-feira, primeiro dia de disputa, Andy Murray cumpriu com o seu favoritismo e venceu o desafiante belga Rubem Bemelmans. No mesmo dia, David Goffin bateu Kyle Edmund e deixou o confronto empatado em 1x1.

No sábado, a estrela de Andy Murray, tenista número 2 do mundo, começou a falar mais alto. Embora não seja um jogador característico de duplas, ele chamou a responsabilidade e foi o nome da vitória britânica no confronto contra os belgas Steve Darcis e, de novo, David Goffin, com parciais de 6/4 4/6 6/3 6/2. Jogando ao lado do irmão Jamie, Andy Murray ajudou a Grã-Bretanha a virar o sábado em vantagem de 2x1 e ficar perto do tão sonhado título, que já não vinha desde 1936.

Neste domingo, Andy Murray apenas corroborou a grande fase e não deu chances para o valente David Goffin, que, mesmo derrotado, não se intimidou diante da enorme pressão depositada no seu jogo.

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Por 6/3 7/5 6/3, Andy garantiu o terceiro e decisivo ponto aos britânicos, que puderam soltar um grito na garganta que já durava desde 1936, data do último título na Copa Davis.

O ponto derradeiro, relatado na abertura deste artigo, traduz por completo o que é Andy Murray dentro de quadra. Bravo, ágil, determinado e extremamente tático. Na hora certa, soube o que fazer para ganhar o ponto e, no bom sentido, calar os belgas a ponto de deixá-los de queixo caído com tamanha genialidade. No fim, só restou cair no chão e se sujar de saibro como se esse fosse o prêmio pela histórica conquista.

Para a história

Definitivamente, Andy Murray escreveu o seu nome na história do #Tênis britânico. Além de não vencer o título da principal competição de tênis entre países desde 1936, a Grã-Bretanha também não chegava a uma decisão de Davis desde 1978. Além disso, Murray havia quebrado anos atrás um outro incômodo jejum que perturbava os ingleses. Desde 1936, um britânico não vencia o torneio de Wimbledon.

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Em 2013, Andy quebrou esse tabu.

A caminhada rumo ao grande título deste domingo passou longe de ser das mais fáceis para os britânicos. Até chegar a final, o time teve que passar pelos Estados Unidos, que ainda seguem como os maiores campeões da Davis, França e Austrália, nas quartas e semi, respectivamente. Murray, motivado como nunca em devolver o título ao seu país, foi impecável. Em 11 confrontos pela Copa Davis em 2015, venceu os 11, em um 100% de aproveitamento que só um grande tenista é capaz de alcançar. #Entretenimento #Jogos