Por muitos anos, a rivalidade entre Roger Federer e Rafael Nadal dominou o mundo do #Tênis. Se por um lado o suíço impressionava o mundo pela genialidade e pela inventividade acima da média, o espanhol, por sua vez, ganhava os fãs por sua bravura, garra e obstinação pela vitória. Por caminhos diferentes, ambos tornaram-se grandes ídolos da história não só do tênis, como do esporte.

Novak Djokovic, como um pequeno que sabe que vai crescer para sentar ao lado dos grandes, surgiu com calma, sem pressa e sabendo absorver todas as suas derrotas até tornar-se o grande número 1 do mundo que é nos dias de hoje. Tão espetacular quanto combativo em quadra, como um boxeador que se nega a ir à lona, o sérvio já é uma das grandes lendas do tênis e reforça, a cada dia, atributos que o justificam como um grande ídolo.

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Responsabilidade social

Djokovic evita viver numa redoma de vidro em que apenas o tênis importa e nada do que ocorra no mundo tem algum valor. Pelo contrário. Ciente da força da sua imagem, e do poder que qualquer ação sua reflete ao seu redor, Nole demonstra ter enorme preocupação social e não se desliga dos delicados temas que aflingem a humanidade, como a crise migratória, por exemplo.

Além disso, o melhor tenista do mundo crê e confia que uma boa educação de base ajude a formar não apenas grandes atletas como ele, mas, acima de tudo, grandes cidadãos. Por isso, no início de 2015, a sua Fundação Novak Djokovic alinhavou uma importante parceria com o Banco Mundial para desenvolver pré-escolas, especialmente na Sérvia, seu país natal.

Djoko, que recentemente tornou-se embaixador da Unicef, dedicou um dia de sua atribulada e compromissada agenda para visitar um centro de abrigo de crianças refugiadas em Belgrado, na Síria.

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A visita foi feita dias depois de sua conquista no US Open, no mês de setembro, após uma grande final diante de Federer. Com os pequenos, Nole sorriu, brincou, caiu no chão, tirou fotos e se divertiu, dando a eles um pequeno momento de alegria quando o sofrimento é a tônica da rotina diária. A crise migratória segue acometendo o continente europeu, e Djokovic não faz vistas grossas sobre isso.

Irreverência

Há os ídolos mais comedidos, que deixam que os seus grandes feitos falem por si só. Mas há também os ídolos expansivos, brincalhões e divertidos, que gostam da proximidade com os fãs e costumam dar boas risadas no intervalo dos seus importantes compromissos, sejam eles nas quadras ou longe delas. E o sérvio faz parte desse segundo time.

Inúmeras vezes Novak Djokovic divertiu o público presente nos seus #Jogos ao imitar uma dezena de jogadores famosos após as partidas. Serena Williams, Maria Sharapova, Rafael Nadal, André Agassi e até o seu próprio treinador Boris Becker... todos eles já padeceram nas mãos do imitador Djokovic.

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Respeito aos grandes rivais

De nada adiantará chegar ao topo se a humildade não for a grande condutora da caminhada. Djoko sabe, por exemplo, que para chegar ao posto de número 1 do mundo precisou, antes disso, passar por Roger Federer e Rafael Nadal. A cada jogo que faz com os dois tenistas, ou a cada entrevista em que lhe é questionado, faz questão de dedicar profundas e sinceras palavras aos jogadores.

No início de 2015, quando ainda se questionava a capacidade física de Nadal, Nole chegou a chamá-lo de "exemplo de esportista", "que sempre acha uma forma de crescer e superar as barreiras para melhorar". Sobre Federer, uma única frase dita após a vitória no US Open resume tudo: "Saber que você estará diante do melhor de todos os tempos é sempre motivo de muita pressão". Senhoras e senhores, esse é Novak Djokovic.  #Entretenimento