Nas entrevistas coletivas na Vila Belmiro, o principal discurso dos treinadores de Santos e Palmeiras era de que a decisão permanece aberta em relação à segunda partida final da #Copa do Brasil, que acontece na próxima quarta-feira às 22h na Arena #Palmeiras. O #Santos joga pelo empate ou por uma vitória para conquistar pela segunda vez a competição, enquanto o Palmeiras precisa de uma vitória por 2 ou mais gols de vantagem no placar para ser campeão pela 3ª vez. Vitória palmeirense por 1 gol de diferença leva a decisão para os pênaltis.

Para Marcelo Oliveira, técnico do Palmeiras, o resultado não foi o ideal. “Ninguém sai satisfeito com derrota”, afirmou aos microfones de rádios e TVs.

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“O jogo aqui (na Vila Belmiro) é difícil mesmo. Não é à toa que o Santos tem tantas vitórias consecutivas em sua casa. É um bom time, entrosado, com velocidade, e que criaria dificuldades para qualquer time, principalmente numa final”, completou.

Em autocrítica, Oliveira falou da postura de seu time em parte da etapa final. “Fizemos muita ligação direta, que não é produtiva”, afirmou. Também reclamou de lance envolvendo o zagueiro santista David Braz: “O lance do Barrios poderia ter mudado a história do jogo. Lá (no campo) eu tive a nítida impressão de que foi pênalti. Poderia ser gol, poderia ser expulsão já que ele era o último homem”, lamentou.

Para o jogo da próxima semana, Oliveira vê as duas equipes com chances iguais. “Nesse tipo de regulamento, o fator casa tem influência. Acho que fica em aberto.

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Da forma como foi e pelas circunstâncias, isso nos dá um alento para trabalhar, porque é possível ganhar deles lá”.

Do lado santista, Dorival Júnior rechaçou qualquer insatisfação com as chances perdidas pela equipe. “O Santos teria que brigar (no próximo jogo) em qualquer situação, a vantagem foi boa. Não podemos desprezar uma vantagem como esta”. Dorival admitiu, no entanto, que quis garantir o campeonato já nesta partida. “Eu tentei de todas as formas, até o último momento. Tivemos até a chance do segundo gol. Ele não foi feliz na conclusão, foi uma pena”.

O treinador ressaltou que não abrirá mão do ataque na próxima quarta-feira. “A gente só tem uma maneira de jogar: um perfil de ataque, de busca, criação. A não ser que aconteça outra postura do Palmeiras, o Santos não tem outra forma de jogar”, confirmou. “Não vamos defender resultado, pode ter certeza disso. Vamos buscar o gol como fizemos ao longo de toda a competição”, completou Dorival.

Para o treinador, o pênalti desperdiçado por Gabriel nos primeiros minutos da partida foi uma fatalidade. “Desde que o Ricardo (Oliveira) perdeu uma sequência, o Gabriel assumiu essa condição (batedor oficial). Foi feliz nas últimas (cobranças) e, de repente, poderia ter o mesmo sucesso nessa, ele bateu muito bem. O Fernando (Prass) foi na bola, mas a trave interferiu diretamente”.