A crise econômica em parte do mundo é uma realidade que bateu na porta muitos países. O #Futebol apesar de quase possuir um ''mundo próprio'' não fica de fora e também é afetado. Não, na #China. Regado a muito dinheiro e oferecendo mordomias diversas, o país asiático se estabeleceu como mercado alternativo e tem seduzido jogadores de diversas partes do planeta.

Por muitos anos, o Oriente Médio era a fonte do chamado ''pé de meia'' dos atletas. Alguns já próximo do fim da carreira e sem grandes responsabilidades em termos de competitividade, se aventuravam atrás dos dólares petroleiros para garantir uma aposentadoria mais abundante.

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Mais recentemente o Leste Europeu fez grandes investimentos (ainda que em menor porte do que clubes do Oriente Médio) e tornou-se um bom caminho para os jovens que iniciavam uma carreira no futebol. Mas uma crise política e uma guerra separatistas entre os países da região, provocou um êxodo de atletas estrangeiros.

Não que o Oriente Médio e o Leste Europeu tenham empobrecidos, pelo contrário, são regiões ricas principalmente pela grana do petróleo. Mas a China é um caso completamente diferente dos exemplos citados.

INCENTIVO GOVERNAMENTAL

Ainda com um futebol subdesenvolvido, e sem muitas alternativas, o governo chinês resolveu colocar na mesa os incentivos que as empresas privadas teriam se apoiassem o esporte do país. De isenções a ganho de terrenos públicos para construções. Um prato cheio para que as empreiteiras começassem a comprar os clubes e investir pesado na contratação de jogadores e técnicos do futebol mundial.

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Os brasileiros são os mais procurados e compõem um quadro de quase 40% do contingente de estrangeiros atuando no país.

FUTEBOL DE BAIXA COMPETITIVIDADE, DINHEIRO, DINHEIRO, DINHEIRO E MORDOMIAS

O subtítulo explica bem o que tanto seduz os atletas para jogar no futebol chinês. O espetáculo em si, ainda está longe de ser dos melhores, até porque não é possível ter somente estrangeiros nos times. Exemplo claro foi a fraca participação do principal clube do país (e mais endinheirado), o Guangzhou Evergrande, no Mundial de Clubes da FIFA.

O time treinado por Felipão, atual campeão da Superliga Chinesa, da Copa dos Campeões Asiática e com os principais estrangeiros no elenco (pagou 15 milhões de euros por Ricardo Goulart), ficou apenas na quarta colocação do torneio, sendo derrotado na decisão do terceiro lugar para os japoneses do Sanfrecce Hiroshima.

Se a competitividade ainda é baixa, o dinheiro é muito alto. Hoje é praticamente impossível segurar algum atleta que tenha uma proposta do futebol chinês.

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É uma concorrências desleal. Além da grana, as mordomias que vão de casas e carros de luxo à passagens aéreas ilimitadas e motoristas 24h, superam até as reais dificuldades que os estrangeiros enfrentam com idioma e a gastronomia local.

A mais nova sensação chinesa das contratações é o Tianjin Quanjian. O clube treinado por Vanderlei Luxemburgo está na segunda divisão e abriu os cofres para contratar o ex-corintiano Jadson. O clube chinês pagou a multa no valor de 5 milhões de euros e garantiu um contrato com jogador até 2017. Somadas as remunerações neste período contratual, o meia receberá próximo de R$ 40 milhões.

Depois de Jadson, Luis Fabiano foi outro a assinar com o Tianjin. A lista de desejos do clube ainda inclui o corintiano Alexandre Pato, Douglas, do Grêmio, Everton, do Flamengo e Geuvânio, do Santos.

Não menos importante, foi a transferência de Mano Manezes para o Shandong Luneng, substituindo Cuca. O treinador tinha contrato de 2 anos com o Cruzeiro e um projeto pronto. Porém, o clube chinês ofereceu irrecusáveis R$ 2 milhões mensais por duas temporadas e ainda bancou a multa de R$ 7 milhões com o time mineiro.   

Cifras e regalias fora da realidade do futebol brasileiro e sul-americano no geral, que sequer tentam fazer contrapropostas, pois não é possível competir com que os chineses apresentam aos atletas. O país tornou-se um grande oásis financeiro do atual cenário futebolístico.

#Futebol Internacional