Depois de uma passagem frustrada pelo #Cruzeiro em 2001, em que pouco conseguiu jogar por conta de problemas judiciais com o Parma, da Itália, Alex voltou ao clube no final de 2002 e viveu a sua melhor temporada da carreira no ano seguinte. Literalmente o dono do time, o capitão e camisa 10 não parou de levantar taças em 2003.

Curiosamente, o retorno de Alex à Toca da Raposa não era unanimidade entre a cúpula cruzeirense. Demitido através de uma ligação telefônica em sua primeira passagem, o meia também não se empolgava com um eventual retorno à Belo Horizonte. Foi então que apareceu a figura de Vanderlei Luxemburgo, então técnico do Cruzeiro, e mudou o rumo da história de Alex.

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Luxa pegou o seu telefone e discou o número de Alex. Procurou ser sincero. Disse que a diretoria não queria, a torcida também não e até a própria imprensa mineira tinha um pé atrás com o retorno. Mas ele, o treinador do time, sim. Estava disposto a correr o risco de ver dar em água uma aposta absolutamente particular. E também foi claro: montaria o time inteiro em função das qualidades de Alex.

Foi o suficiente. Convencido, o meia aceitou voltar ao Cruzeiro e viveu uma temporada dos sonhos. Foi o maestro e destaque absoluto de um time que encantou o Brasil logo no advento dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro. Alex foi o grande nome do time nas conquistas do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil (com direito a gol de letra sobre o Flamengo no primeiro jogo da final no Maracanã) e do Brasileirão.

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No ano seguinte, a decepção veio à tona. O time perdeu peças importantes, acabou se desencaixando e mesmo com o acréscimo do pentacampeão do mundo Rivaldo, não foi nem sombra da equipe do ano anterior. No segundo semestre, Alex acertou sua transferência para o Fenerbahçe, da Turquia, onde construiu uma história tão linda que só uma estátua foi capaz de ilustrar. Mas é de 2003 que é impossível esquecer. #Livros #Futebol