Outra vez desacreditado, assim como já ocorrera antes da Copa de 2002, Ronaldo desembarcava no Brasil para vestir as cores do Corinthians na temporada de 2009. Os quilos a mais e a recente grave lesão no joelho – que abreviou a sua passagem pelo Milan, da Itália -, geraram desconfiança sobre o quanto o atacante ainda poderia dar ao #Futebol.

Assim que foi ganhando ritmo de jogo e melhorou a forma física, o eterno camisa 9 da Seleção Brasileira se tornou mais um louco no meio do bando de loucos da Fiel Torcida e foi protagonista de duas grandes conquistas: o Campeonato Paulista de 2009 e a Copa do Brasil do mesmo ano, em conquista sobre o Internacional, de Porto Alegre.

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Na semifinal do Paulistão daquela temporada, Ronaldo lembrou os velhos tempos ao fazer uma verdadeira pintura na partida contra o Santos, disputada na Vila Belmiro. Ele recebeu um lançamento no flanco direito, cortou o lateral Triguinho e encobriu de perna esquerda o goleiro Fábio Costa. Um lance fenomenal.

Nos dois anos seguintes, a felicidade já não foi a mesma. As lesões musculares voltaram a aparecer, os quilinhos a mais idem e a tolerância da torcida já não era a mesma. A eliminação para o Flamengo nas oitavas de final da Libertadores de 2010 foi frustrante para os paulistas. Ronaldo não era mais o mesmo jogador do ano anterior.

Mesmo assim, seguiu no elenco para o ano de 2011 e ali viveu uma das maiores decepções da carreira, ao ser eliminado pelo modesto Tolima na fase de pré-Libertadores.

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Furiosos, os torcedores corintianos partiram para cima do ônibus do clube assim que os jogadores voltaram ao Brasil. Não dava mais para Ronaldo. Não queria mais passar por aquilo e o seu corpo já pedia um fim. Depois de 18 anos de uma brilhante carreira, Ronaldo pendurava as chuteiras. #Corinthians