Foram 25 anos de carreira, 1.237 jogos, 131 gols e 18 títulos. Os impressionantes números podem parecer inalcançáveis para a maioria dos jogadores, mas não para Rogério Ceni, o lendário goleiro-artilheiro que se aposenta oficialmente nesta sexta-feira, dia 11, com um jogo festivo no Morumbi, estádio do São Paulo #Futebol Clube, equipe que defendeu praticamente desde o inicio de sua carreira e onde se tornou um dos maiores - se não o maior – ídolos de todos os tempos.

Para celebrar a história do ídolo, o Tricolor organizou um jogo festivo entre a equipe campeã mundial de 2005 – cujo capitão era Ceni – contra um misto das equipes campeãs mundiais em 1992 e 1993, das quais o goleiro fez parte como reserva.

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A partida será realizada hoje às 21h, no Morumbi, que deve ter seu 4º maior público do ano.

Segundo a diretoria do São Paulo, até a noite desta quarta-feira, dia 9, mais de 51 mil ingressos já haviam sido vendidos para o adeus do M1TO, como Rogério Ceni ficou conhecido pela torcida.

 

Vida e carreira

Nascido em Pato Branco-PR, em 22 de janeiro de 1973, o goleiro de 42 anos foi criado no Mato Grosso, onde foi revelado para o futebol pelo Sinop, equipe pela qual conquistou seu primeiro título profissional, o estadual de 1990. Na ocasião, o jovem de então 17 anos dividia a função de jogador profissional com o emprego no Banco do Brasil.

Após 11 partidas disputadas pelo Sinop, Rogério Ceni chamou a atenção do São Paulo, onde foi contratado em setembro de 1990 para ser o quarto goleiro. Na equipe tricolor, o jovem se tornou reserva de Alexandre nos juniores, participando da equipe vice-campeã da Copa São Paulo de 1992.

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No mesmo ano, o atleta ganhou sua primeira chance nos profissionais após a trágica morte de Alexandre em um acidente automotivo. Ali, Rogério conviveu com a fantástica equipe dirigida por Telê Santana e que, regida por craques como Raí e Müller, se sagraria bicampeã mundial em 1992 e 1993.

Em 1993, o goleiro conquistou seu primeiro título pelo São Paulo, a Copa São Paulo de juniores. O goleiro também fez sua estreia nos profissionais em alta, pegando um pênalti na vitória de 4 a 1 do São Paulo sobre o Tenerife pelo torneio Santiago de Compostela.

Já em 1994, Rogério Ceni alcançou seu primeiro título como titular, a Copa Conmebol, onde o tricolor paulista atuou com o chamado “Expressinho”, equipe formada por jovens e dirigida por outro ídolo do clube, Muricy Ramalho.

 

Titularidade e consagração

Após a saída de Zetti, em 1996, Rogério alcançou a titularidade, posição em que permaneceu até o fim deste ano. O goleiro viveu uma fase de vacas magras com o São Paulo, quando a equipe alcançou poucos títulos, tais como os Campeonatos Paulista de 1998 e 2000, o Torneio Rio-São Paulo de 2001 e o Supercampeonato Paulista de 2002.

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Em 2005, o goleiro atingiu sua glória máxima como titular da meta são-paulina, liderando a equipe ao tricampeonato da Libertadores e do Mundial e se consagrando definitivamente como um dos maiores ídolos da história tricolor. Além de suas excepcionais qualidades como goleiro, Rogério também alcançou status e fama internacional por seu exímio domínio da bola com os pés e suas cobranças de faltas e pênaltis, que o ajudaram a alcançar o recorde de maior goleiro-artilheiro do futebol.

Na final do mundial de clubes, contra o Liverpool, o goleiro fez aquela que é considerada por muitos como sua melhor partida, fechando o gol e não permitindo que o time do astro Gerrard empatasse o jogo, vencido pelo São Paulo por 1 a 0 e garantindo o título da sua equipe no Japão.

Nos anos seguintes, o goleiro também acumulou diversos títulos e prêmios, ajudando o São Paulo a conquistar um inédito tricampeonato consecutivo do Brasileirão em 2006, 2007 e 2008. Ceni também se destacou individualmente, conquistando seis vezes a Bola de Prata como melhor goleiro do campeonato, tornando-se o jogador que mais vezes venceu esta premiação. O goleiro também tem em seu currículo uma Bola de Ouro, dada ao melhor jogador do campeonato nacional, em 2008. #Resenha Esportiva #Futebol Internacional